Justiça

Operação Faroeste: CNJ aposenta compulsoriamente desembargadora baiana

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A desembargadora Ilona Reis, do Tribunal de Justiça da Bahia, foi aposentada compulsoriamente pelo CNJ nesta terça-feira (16)  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 16/09/2025, às 23h23



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aposentou compulsoriamente, nesta terça-feira (16), a desembargadora Ilona Reis, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). A magistrada é acusada de participar de organização criminosa que foi alvo da Operação Faroeste. Ilona Reis estava afastada do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça desde maio de 2024.

Em julho de 2021, quando argumentava pela manutenção da prisão preventiva da desembargadora, a então subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo destacou que "existem provas que Ilona Reis atua na prática habitual e profissional de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, numa formatação serial, estendendo-se por vários anos, em total abalo à ordem pública. Em outras palavras, constata-se, no caso concreto, indícios de reiteração delitiva em um contexto de corrupção sistêmica, o que coloca em risco a ordem pública”, argumentou.

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A decisão do CNJ nesta terça-feira (16) foi unânime. Declararam impedimento os Conselheiros José Rotondano e João Paulo Schoucair, desembargador do TJ-BA e Promotor de Justiça do MP-BA, respectivamente. A sessão foi presidente pelo presidente do CNJ, Luís Roberto Barroso.

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