Justiça
por Mariana Cedrim
Publicado em 03/03/2026, às 23h03
O padre Egídio de Carvalho Neto foi condenado pela Justiça da Paraíba a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por furtar mais de 600 celulares doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé, ligado à igreja que o sacerdote dirigia em 2023.
Além disso, o padre e o assistente, que também teria participado do crime, terão que devolver R$ 525 mil ao Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé, e à Arquidiocese da Paraíba.
A sentença foi assinada no dia 13 de fevereiro, mas só foi divulgada pelo Ministério Público do estado na última quarta-feira (25). O assitente também foi condenado e a pena será de 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão, além de multa.
Egídio trata um câncer e cumpre prisão domiciliar desde abril de 2024, após ser preso preventivamente em novembro de 2023, durante a Operação Indignus. Ele responde a 11 ações na Justiça da Paraíba.
As defesas dos dois alegam que eles são inocentes e informaram que recorreram da decisão. Eles foram condenados por crimes de lavagem e ocultação de bens e capitais, peculato, obstrução de justiça e constituição de organização criminosa estruturada em múltiplos núcleos. Ambos devem cumprir a pena em regime semiaberto.
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