Justiça
Documentos de uma auditoria obtidos pela Polícia Federal (PF) apontam o pagamento de R$ 33 milhões pelo Banco Master ao escritório da advogada Dalide Corrêa ao longo do ano de 2024. Os materiais foram apreendidos durante as investigações das operações entre o banco de Daniel Vorcaro e a gestão do Banco de Brasília (BRB).
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Conforme noticiou o Estadão, o valor milionário chamou a atenção dos investigadores. Nos diálogos interceptados entre diretores da instituição financeira, executivos do Master se referiam à advogada como um “canal direto com o STF” para justificar os repasses.
Dalide Corrêa foi diretora do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), faculdade fundada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Interlocutores dizem, no entanto, que o magistrado estava afastado da profissional na época das trocas de mensagens. Procurado por meio da assessoria do STF, Gilmar Mendes não quis se manifestar sobre o assunto.
A advogada negou qualquer irregularidade. Ela afirmou que jamais atuou para o Banco Master no STF e também não procurou ministros da Corte para tratar de demandas da instituição. Segundo a defesa, os serviços jurídicos prestados diziam respeito a causas de empresas das quais o banco adquiriu ativos creditícios em primeira e segunda instâncias.
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