Justiça
por Leonardo Oliveira
Publicado em 12/11/2025, às 11h13 - Atualizado às 13h12
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (12), um novo mandado de prisão contra o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de vender decisões judiciais em gabinetes do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Andreson é o principal alvo da Operação Sisamnes, que investiga crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. O caso envolve a suposta venda de decisões não apenas no STJ, mas também em outros tribunais.
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O suspeito cumpria prisão domiciliar desde julho, em Primavera do Leste (MT), por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitir parecer favorável à saída do lobista da prisão federal de Brasília, devido ao seu estado de saúde. Segundo a defesa, Andreson teria perdido mais de 30 kg por falta de alimentação adequada no presídio.
O que diz a defesa do lobista
De acordo com o advogado dele, Eugênio Pacelli, a nova prisão ocorre sob o argumento de que Andreson tinha passado fome por vontade própria para conseguir ser transferido de um presídio federal em Brasília para o seu domicílio.
"Decisão tão surpreendente quanto desfundamentada. Esqueceram o laudo do IML e seu diagnóstico com base em exames de imagem e outros, para validar 50 minutos de dois policiais médicos na casa dele.
A ser assim, se ele se suicidar, dirão que, como foi voluntário o suicidio, ele deverá ser enterrado no presídio", afirmou o advogado, em nota.
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