Justiça
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou nesta segunda-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer pela manutenção da prisão do general Walter Braga Netto. O militar foi preso em dezembro de 2024 no âmbito das investigações da trama golpista.
Braga Netto, que foi vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, é acusado de tentar obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
O parecer da PGR foi motivado por um recurso apresentado pela defesa de Braga Netto para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que, em 22 de maio, manteve a prisão.
"A gravidade concreta dos delitos, a lesividade das condutas e os perigos de reiteração delitiva e de obstáculo à instrução criminal são motivos suficientes a evidenciar a contemporaneidade e justificar a manutenção da custódia cautela", afirmou, no documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Gonet reafirmou que a prisão deve ser mantida para preservar o curso do processo e não pode ser substituída por medidas cautelares. Caberá a Alexandre de Moraes analisar o caso novamente. Não há data marcada para a decisão.
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