Justiça
O julgamento de Everton Vargas, acusado de ser o responsável pelo disparo que tirou a vida de uma youtuber de 14 anos, no litoral do Paraná, teve início na última terça-feira (02), no Tribunal do Júri de Pontal do Paraná e gerou polêmica.
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O crime ocorreu em 2018, durante uma confusão no trânsito. Everton alega que disparou para proteger sua família, acreditando que poderia ser vítima de um assalto. Segundo ele, o veículo em que a jovem estava fez uma manobra brusca na rodovia e retornou em sua direção durante a madrugada.
Dez testemunhas foram ouvidas ao longo dos quatro dias de julgamento. Contudo, o caso perdeu parte da atenção para os embates entre a defesa e a acusação, com destaque para as acusações de comportamento inadequado por parte do promotor do Ministério Público (MP), Rodrigo Sanches Martins.
As tensões começaram antes do início do julgamento, quando o advogado de defesa, Cláudio Dalledone Júnior, entrou com um requerimento pedindo o adiamento da sessão, pois tinha outro compromisso judicial marcado para a mesma data.
Em resposta, o promotor protocolou uma manifestação com o título “Dalle cocô”, termo que foi visto pela defesa como uma ofensa direta ao advogado. Dalledone afirmou que já acionou as prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e solicitou providências junto à Corregedoria-Geral do MP. Até o momento, o promotor não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.
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