Justiça
Um advogado com atuação no mercado financeiro passou a ser citado em reportagens relacionadas a uma das investigações mais relevantes do sistema bancário brasileiro em 2026.
Ihury Darmont aparece mencionado em matérias sobre o Banco Digimais, instituição que foi alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude no sistema financeiro e manipulação de demonstrativos contábeis. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores no âmbito da apuração.
O banco é uma instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Ele adquiriu participação no banco em 2009 e assumiu o controle total em 2020, reposicionando-o como banco digital.
O nome de Darmont ganhou maior visibilidade após ser mencionado na reportagem da revista Piauí que detalha a situação do Digimais. Segundo a publicação, voltaram ao debate operações envolvendo o empresário Roberto Campos Marinho, sócio da gestora Yards, além da presença da ID Corretora como administradora de determinados fundos relacionados ao banco.
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A reportagem menciona que Ihury Darmont teria adquirido créditos considerados de difícil recuperação contra clientes em pessoa física, afirmação atribuída ao relato jornalístico e inserida no contexto da apuração do veículo.
A mesma destaca que a ID Corretora contestou parte das interpretações e pediu correções e complementações após a publicação original, incluindo esclarecimentos sobre seu papel administrativo em fundos e informações sobre sua estrutura operacional.
Até o momento, não há informação pública indicando acusação formal, condenação ou decisão judicial contra o advogado relacionada aos fatos mencionados nas reportagens recentes.
Quem é Ihury Darmont?
O advogado Ihury Darmont é sócio do escritório Darmont Advogados, com atuação especializada em mercado de capitais, finanças estruturadas e fundos de investimento. Com base em São Paulo, ele integra a área de Capital Markets & Corporate Finance da banca, que presta assessoria jurídica a operações estruturadas, crédito privado e ativos alternativos.
Segundo informações de seu perfil profissional e registros institucionais, Darmont construiu carreira voltada ao direito corporativo e financeiro, com experiência em instituições do setor bancário e escritórios de advocacia. Entre as áreas de atuação estão operações de securitização, estruturação de fundos, crédito privado, reestruturações societárias e regulação do mercado financeiro.
Antes de integrar a sociedade do atual escritório, passou por bancas e instituições como CEPEDA Advogados, SiqueiraCastro, Benjó Advogados e pela área jurídica do BNY Mellon, acumulando experiência em operações ligadas a mercado de capitais e estruturação financeira.
Darmont também atua em iniciativas ligadas ao setor jurídico e econômico e possui formação complementar em Direito Empresarial e Mercado de Capitais, com estudos em instituições como a Fundação Getulio Vargas (FGV) e o IBMEC.
Atualmente, além da atuação como advogado, integra a sociedade do escritório Darmont, Oliveira Bello e Benjó Advogados, que se apresenta como uma boutique jurídica voltada a operações financeiras estruturadas, fundos de investimento e assessoria regulatória.
O advogado também aparece em registros profissionais associados a publicações e atividades institucionais do escritório, que reúne equipes focadas em estruturação de crédito, fundos e operações de mercado de capitais.
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