Justiça
Nomes conhecidos e com décadas de atuação de linha de frente no Ministério Público da Bahia (MPBA), Rita Tourinho, Heron Gordilho e Isabel Adelaide assumiram oficialmente os cargos de procuradores de Justiça na tarde desta quinta-feira (22). A sessão solene do Colégio de Procuradores lotou o auditório da sede da instituição, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
Comandada pelo procurador-geral de Justiça Pedro Maia, a mesa reuniu lideranças de peso dos três Poderes, a exemplo do prefeito de Salvador, Bruno Reis, do vice-governador Geraldo Júnior, do presidente do Tribunal de Justiça (TJBA), José Rotondano, além de chefes dos tribunais de contas (TCE e TCM) e da Defensoria Pública.
Ao saudar os novos membros da segunda instância ministerial, Pedro Maia frisou que o trio representa pilares históricos do órgão: “Celebramos trajetórias que são referência para todos nós: Rita na moralidade administrativa e patrimônio público, Isabel no enfrentamento criminal e Heron na causa ambiental. Chegam ao ápice da carreira para tornar nosso colegiado ainda mais forte e atuante”.
Vozes ativas da instituição
Com forte presença pública na fiscalização dos cofres municipais e estaduais, Rita Tourinho ingressou no MP em 1991, atuou no interior e chegou à capital em 1996. Em sua fala, ressaltou que a carreira vai além do ofício burocrático: “Não é profissão, é sacerdócio. A defesa do patrimônio público é uma das tarefas mais árduas, mas não podemos normalizar desvios que drenam recursos de áreas sociais. Quero continuar ajudando nossa gente e o estado”.
Referência nacional no Direito Ambiental e com forte atuação nas discussões urbanísticas de Salvador, Heron Gordilho iniciou sua jornada ministerial em Maraú, também em 1991, antes de consolidar seu trabalho na capital. Em tom direto, agradeceu o reconhecimento da carreira: “A Justiça é feita por pessoas, com falhas e virtudes. E quem não tem coragem de lutar por direitos não se torna digno de conquistá-los”.
Já Isabel Adelaide, que construiu sua trajetória na área criminal e no Tribunal do Júri desde seu ingresso em 1992, destacou a necessidade de equilíbrio humano na aplicação das leis: “Ninguém pode ser resumido a um único erro. A Justiça não pode tratar processos como simples números ou naturalizar a dor alheia; ela exige rigor técnico, mas também sensibilidade, coragem e coração”.
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