Justiça
O perdão judicial de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que morreu aos quatro anos após sofrer múltiplas agressões no apartamento em que morava no ano de 2021, foi o assunto nas redes sociais nos últimos dias.
A decisão aconteceu pela juíza Elizabeth Machado Louro, que foi a responsável pelo julgamento da morte do menino no júri mais longo da história recente do Tribunal de Justiça do Rio. Se por um lado Monique recebeu o perdão da Justiça, o padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão.
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Mas quem é a juíza Elizabeth Machado Louro? Antes da magistratura, atuou por oito anos na Defensoria Pública. Hoje, ela é a presidente do II Tribunal do Júri da Capital. Além de ser formada em direito, ela também concluiu Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em setembro de 2024, ela chegou a dar uma entrevista ao O Globo, onde destacava a força da mulher em tribunais de júri. "Existe esse tabu de que mulher não tem pulso firme para sustentar um julgamento, mantendo a imparcialidade. E a mulher tem aquele pendor para o cuidado, o que faz com que ela tenha compaixão. Qualquer juiz precisa ter compaixão, seja com a vítima ou com o acusado, principalmente em uma sessão de julgamento de feminicídio", disse na época.
No ano de 2017, Elizabeth Machado Louro participou de um documentário chamado “Legítima Defesa", que destacava o relato de três mulheres vítimas de violência extrema e abuso crescente de seus parceiros. A produção resultava na morte dos homens pelas companheiras.
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