Justiça
por Cadastrado por Lorena Abreu
Publicado em 15/12/2024, às 11h56 - Atualizado às 11h56
O coronel da reserva Flávio Botelho Peregrino foi alvo na manhã deste sábado (14), em Brasília, de buscas da Polícia Federal em um desdobramento da investigação que apura uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
Além de Peregrino, a operação também teve como alvo o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Walter Souza Braga Netto, que foi preso preventivamente. De acordo com o portal g1, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Peregrino não teve a prisão decretada. O coronel foi alvo somente de mandados de busca e apreensão, além de uma medida que proíbe comunicação com outros investigados. O g1 tenta contato com a defesa.
O coronel em questão ingressou no Exército em fevereiro de 1986, segundo o Portal da Transparência. Depois de 34 anos, em agosto de 2020, ele passou para a reserva remunerada. Ao longo dos últimos quatro anos, o militar passou por cargos no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Casa Civil e do Ministério da Defesa.
Mais recentemente, ele foi nomeado como assessor de comunicação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (clique aqui para ler) no gabinete do deputado Thiago Manzoni (PL).
Ao Supremo, a PF afirmou que há "elementos sugestivos" de que Peregrino e o general Braga Netto estavam "associados aos propósitos de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e execução de golpe de Estado" contra o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A investigação da Polícia Federal também aponta que a dupla também atuou para "obstruir as investigações", tentando interferir na colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).
Peregrino já havia sido mencionado anteriormente nas investigações. Estava na mesa dele um documento apreendido pela PF, na sede do Partido Liberal, que tratava de um plano para impedir a posse de Lula.
Ele voltou ao centro da apuração com outro arquivo, que indica uma possível tentativa de acessar informações sobre depoimentos de Cid.
Apesar disso, ele não consta da lista de indiciados pela PF pela tentativa de golpe de Estado.
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Cadastrado por Lorena Abreu
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