Justiça
Apesar do aumento de R$ 300 no auxílio-alimentação, os servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) não parecem estar contentes com um benefício maior que um salário mínimo vigente no Brasil. Nas redes sociais do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinpojud), onde foi anunciado o reajuste do benefício para R$ 2.200, muitos comentários apontam que o valor é uma “migalha”.
“Não vi motivo para ficar alegre. Aumento que é bom nada. Pccs nada!”, disse um servidor. Outro comentário diz que é uma “vergonha alheia” os percentuais de reajuste dado pelo TJBA, por não ter tido negociação e faltar apresentação de contraproposta. “Pois é migalha não vai resolver o problema financeiro do servidor. Independente do PCS, precisamos de nosso linear”, escreveu outro.
Outro comentário de insatisfação diz o seguinte: “A verdade é a seguinte. Eu já tinha comentado até com alguns colegas sobre essa reunião. A migalha de sempre. Enquanto eles dão R$ 300 e R$ 200 para nós, vejam quanto recebe um juiz só para substituir, auxílio educação para os filhos, auxílio moradia [que não existe mais] e auxílio paletó [inexistente no TJBA], e muito mais. Se não abrir os olhos, está arriscado a ALBA [Assembleia Legislativa da Bahia] aprovar o que é de interesse dos comissionados e o nosso ficar lá parado. Continuo dizendo, estamos passando muitas necessidades”.
Um servidor disse que é “difícil acreditar que essa proposta seja considerada uma conquista”. “Os valores apresentados são insignificantes e não atendem às nossas necessidades. Migalhas!”.
A reunião entre os representantes dos servidores e o TJBA ocorreu na última sexta-feira (21) e foi conduzida pelo juiz auxiliar da Presidência, Gustavo Teles. Além do reajuste no valor do auxílio-alimentação, o TJBA também concedeu um reajuste no auxílio-saúde, no valor de R$ 200.
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