Justiça

TCU: ex-gerente da Caixa fraudou R$ 1,5 milhão de Auxílio Emergencial

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Tribunal de Contas da União aponta ex-gerente da Caixa em esquema de fraude que envolveu saques do Auxílio Emergencial  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ANT
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 23/07/2025, às 11h09 - Atualizado às 11h10



O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o ex-gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) Carlos Sílvio de Freitas Júnior participou de um esquema de fraude, em Goiânia (GO), a partir de saques do Auxílio Emergencial e de poupanças que superaram R$ 1,5 milhão. A maioria das retiradas variava de parcelas de R$ 600 a R$ 1,2 mil, de agosto de 2020 a março de 2021.

O esquema foi descoberto pela operação Et Caterva da Polícia Federal (PF), deflagrada no Mato Grosso, em Goiás e em mais 10 estados. Carlos Júnior foi condenado a devolver à Caixa R$ 1.564.847,23, valor da fraude atualizado no mês de fevereiro. As informações são da coluna de Tácio Lorran do portal Metrópoles.

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Além disso, ele irá pagar uma multa em valor semelhante ao Tesouro Nacional em até 15 dias. O total ultrapassa R$ 3 milhões, que podem ser parcelados se ele desejar. O ex-gerente da Caixa também não poderá assumir cargo em comissão ou função de confiança na Administração Pública Federal por 8 anos. Ele não apresentou defesa no caso. 

Em síntese, no relatório conclui que Carlos Júnior ao realizar maciçamente comandos de ‘Autoriza Saque’ e ‘Autoriza Dispositivo’ no sistema SISET propiciou a consecução de fraudes em contas Poupança Social Digital, ocasionando prejuízos financeiros e de imagem à Caixa Econômica Federal. O arrolado não atendeu os clientes para os quais fez os comandos, pois todos foram realizados em um curto prazo; adotava a prática quase que diariamente, enviava de e-mail a lista de CPFs para efetuar o comando e logo após essas autorizações, terceiros [investigados pela Polícia Federal] movimentaram as contas”, escreveu o relator no TCU, ministro Benjamin Zymler.

Em nota, a Caixa informou que “o caso mencionado já foi apurado pela Corregedoria do banco. A pessoa mencionada não integra o quadro de empregados da Caixa desde outubro de 2021.”

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