Justiça
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que o ex-gerente da Caixa Econômica Federal (CEF) Carlos Sílvio de Freitas Júnior participou de um esquema de fraude, em Goiânia (GO), a partir de saques do Auxílio Emergencial e de poupanças que superaram R$ 1,5 milhão. A maioria das retiradas variava de parcelas de R$ 600 a R$ 1,2 mil, de agosto de 2020 a março de 2021.
O esquema foi descoberto pela operação Et Caterva da Polícia Federal (PF), deflagrada no Mato Grosso, em Goiás e em mais 10 estados. Carlos Júnior foi condenado a devolver à Caixa R$ 1.564.847,23, valor da fraude atualizado no mês de fevereiro. As informações são da coluna de Tácio Lorran do portal Metrópoles.
Além disso, ele irá pagar uma multa em valor semelhante ao Tesouro Nacional em até 15 dias. O total ultrapassa R$ 3 milhões, que podem ser parcelados se ele desejar. O ex-gerente da Caixa também não poderá assumir cargo em comissão ou função de confiança na Administração Pública Federal por 8 anos. Ele não apresentou defesa no caso.
Em síntese, no relatório conclui que Carlos Júnior ao realizar maciçamente comandos de ‘Autoriza Saque’ e ‘Autoriza Dispositivo’ no sistema SISET propiciou a consecução de fraudes em contas Poupança Social Digital, ocasionando prejuízos financeiros e de imagem à Caixa Econômica Federal. O arrolado não atendeu os clientes para os quais fez os comandos, pois todos foram realizados em um curto prazo; adotava a prática quase que diariamente, enviava de e-mail a lista de CPFs para efetuar o comando e logo após essas autorizações, terceiros [investigados pela Polícia Federal] movimentaram as contas”, escreveu o relator no TCU, ministro Benjamin Zymler.
Em nota, a Caixa informou que “o caso mencionado já foi apurado pela Corregedoria do banco. A pessoa mencionada não integra o quadro de empregados da Caixa desde outubro de 2021.”
Classificação Indicativa: Livre
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato
Samsung top