Justiça
Uma empresa de tecnologia foi condenada pelo Justiça do Trabalho de Fortaleza, a pagar uma indenização de R$ 20 mil a uma funcionária chamada de “mãe de santo” e “macumbeira” por colegas de trabalho. A informação é do portal Migalhas.
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De acordo com o processo, a trabalhadora atuava como vendedora de varejo, e alegou ter sido alvo de discriminação religiosa durante seu tempo na empresa. Testemunhas relataram que a funcionária era frequentemente chamada de “mãe de santo” e “macumbeira” pelos colegas, que riam e faziam chacotas.
Em sua decisão, a juíza do trabalho Regiane Ferreira Carvalho Silva, da 10ª Vara de Fortaleza, após ouvir as testemunhas e analisar as provas, concluiu que o empregador nada fez para prevenir o assédio, resultando na obrigação da empresa de indenizar a funcionária.
Além da indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, a juíza aplicou à empresa uma multa de R$ 1.557,00 por atraso na entrega das guias de seguro-desemprego e na liberação da chave para saque do FGTS, além do pagamento de horas extras com adicional de 50%, 13º salário, férias acrescidas de 1/3 e FGTS.
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