Justiça
por Anderson Ramos
Publicado em 15/09/2026, às 11h50
Logo nos primeiros minutos da esperada sessão do Superior Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) que analisa a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, uma discussão chamou atenção.
Os ministros Flávio Dino e o presidente da Corte, Edson Fachin trocaram farpas sobre regras do STF. A situação aconteceu após Dino ter se manifestado depois de ter sido citado por Dias Toffoli, o que causou a repreensão de Fachin.
“Ministro Flávio eu gostaria de combinar que a palavra sempre seja solicitada à presidência”, disse Fachin. “Eu vou seguir o regimento interno da Corte que diz que é uma parte da palavra é pedida ao relator”, respondeu Dino. “Vossa excelência terá a palavra porque eu estou lhe concedendo”, rebateu Fachin.
Antes do bate-boca entre Dino e Fachin, os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedidos para julgar o caso.
Nunes Marques se declarou impedido por ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não me sinto confortável", disse o magistrado, pontuando que há possibilidade de impactar diretamente as eleições gerais deste ano.
Nunes Marques negou qualquer tipo de interferência de Vorcaro na Corte. Ele ainda defendeu o filho, Kevin Marques, flagrado em mensagens com o banqueiro diante do suposto recebimento de valores da instituição financeira.
Já Toffoli alegou que decidiu não participar do julgamento alegando suspeição por motivo de foro íntimo.
A relação de Dias Toffoli com o escândalo do Banco Master envolve contratos milionários firmados pelo escritório de sua esposa, a advogada Roberta Rangel, com empresas ligadas ao controlador da instituição, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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