Justiça

TRT-BA aposta em "salário emocional" para valorizar juízes e servidores e evitar desistências na carreira

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Entre as ações do TRT-BA estão o fortalecimento do Elogio Funcional e estímulo à prática esportiva para todos os níveis hierárquicos  |   Bnews - Divulgação Foto: Divulgação
Claudia Cardozo

por Claudia Cardozo

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 25/03/2026, às 10h00



O Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) oficializou uma estratégia para tentar valorizar a carreira de juízes e servidores da Justiça do Trabalho, focando no que especialistas chamam de "salário emocional". Através do Ato GP N. 146, assinado pela presidente do órgão, a desembargadora Ivana Magaldi, o tribunal instituiu o Programa de Reconhecimento e Valorização. 

A medida, publicada oficialmente nesta quarta-feira (25), prioriza  o bem-estar e o reconhecimento simbólico de todo o quadro funcional do Regional Trabalhista, já que o texto não prevê nenhum tipo de aumento percentual imediato ou gratificações financeiras no contracheque.

Na prática, esse pacote de valorização tenta substituir recursos pecuniários por benefícios subjetivos que impactam no dia a dia. A resolução define que um dos pilares é "promover a cultura de valorização social do trabalho como elemento indispensável à dignificação humana", buscando incentivar ações que melhorem os resultados institucionais. 

Entre os pontos centrais está o fortalecimento do "Elogio Funcional", que serve como um selo de excelência na ficha do profissional, além de um forte estímulo à prática esportiva como política de saúde para todos os níveis hierárquicos. O tribunal também assume o compromisso de realizar pesquisas periódicas para fornecer subsídios que melhorem o ambiente físico, social e psicológico de trabalho.

A norma estabelece a importância de "estimular a autorresponsabilidade de gestores no desenvolvimento de suas equipes", para manter a motivação em alta para cumprir as metas nacionais do CNJ até 2026, com a promoção de um ambiente de trabalho saudável, e sem assédio moral. 

Além de quem está na ativa, o plano estende o olhar para o futuro, prevendo ações de "preparação para aposentadoria e pós-carreira". O objetivo é reconhecer a história de quem passou pelo tribunal e incentivar a participação por meio de atividades da organização, tentando manter o capital intelectual do órgão vivo e unido.

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