Justiça

URGENTE! Flávio Dino pede vista e julgamento sobre investigação de Moraes é adiado no STF

Rosinei Coutinho/STF
O ministro Flávio Dino pediu vista durante o julgamento que analisa a abertura de inquérito contra Alexandre de Moraes no STF  |   Bnews - Divulgação Rosinei Coutinho/STF
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 15/09/2026, às 17h55 - Atualizado às 18h15



O ministro Supremo Federal (STF), Flávio Dino, pediu vista (mais tempo para análise) durante o julgamento que analisa o pedido de abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes, nesta terça-feira (15), diante da relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na próxima semana, 23 de setembro, Mendonça será julgado por sua condução no caso Master. O pedido de vista de Flávio Dino após Gilmar Mendes gritar contra André Mendonça — que citou o relatório da PF que menciona mensagens trocadas por Paulo Gonet, procurador-geral da República, com Vorcaro.

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Paulo Gonet, procurador-geral da República, pediu a fala para atestar que "não existe e não tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro". "Antes e depois, a atuação do Ministério Público Federal, sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal. Ao analisar os fatos, o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e correto", afirmou Gonet.

Na sequência, André Menconça pediu a palavra para rebater Gonet, mas Gilmar Mendes interrompe o início da fala e grita: "É impressionante a desfaçatez [falta de vergonha] desse sujeito!". Foi nesse momento que se instaurou um bate-boca em meio ao julgamento. O conflito foi interrompido por Dino.

Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda", afirmou o ministro do STF.
Na sequência, o presidente do STF Edson Fachin acatou o pedido de vista, transferindo a palavra para os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia, na sequência.

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