Justiça
O ministro Luís Roberto Barroso (67), do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a afirmar que avalia a possibilidade de se aposentar antecipadamente da Corte. Em entrevista à Globo News, na noite deste domingo (28), Barroso disse que irá "fazer um retiro espiritual" em outubro e decidir.
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O magistrado, nomeado para o STF, em 2013, pela presidente Dilma Roussef, e podendo ficar no cargo até 2033, quando completa 75 anos, deixa a presidência do órgão nesta segunda (29) e será sucedido pelo ministro Edson Fachin, até então vice-presidente. A vice-presidência será ocupada por Alexandre de Moraes.
"Vou dizer com toda franqueza, quando minha mulher era viva ainda, já estava doente, eu tinha um ajuste com ela de sair depois da minha presidência e aproveitar ainda um restante de vida que ela pudesse ter para a gente passear e ter mais atenção para ela, que a vida no Supremo absorve demais. Essa motivação eu já não tenho. Nesse momento, eu vou ser muito sincero para você, eu vou fazer um retiro espiritual no final de outubro, eu não consegui sair antes. Uma semana. E aí, eu vou decidir. Eu sou feliz do Supremo, tenho uma relação bacana com os meus colegas, gosto do meu trabalho. Às vezes, tenho a sensação de já ter cumprido um ciclo. Eu gosto de vida acadêmica, como você sabe, tinha alguns convites nos Estados Unidos, tenho convite de outras partes do mundo. Não tenho vontade de viver fora do Brasil, mas, eventualmente, ir aqui e ali. Eu realmente não decidi", disse.
Especulado como possível Embaixador em Paris, caso deixe o Supremo, Luis Roberto Barroso refutou a possibilidade.
"Embaixador em Paris não é uma das minhas cogitações. Até liguei para o embaixador Ricardo Neiva, que é meu amigo, para dizer que eu não quero o lugar dele nem o de nenhum embaixador. Se for para ficar no setor público, eu ficaria no Supremo. O Supremo tem muitas coisas boas, inclusive a visibilidade na participação do debate. Mas me limita muito. Limita o que eu posso dizer, limita como eu posso me comportar. E tem um lado negativo, é a exposição das pessoas de quem você gosta. Então, a minha mulher sofria imensamente, porque as pessoas atacavam o instagram dela, meus filhos, todo mundo acompanhou, nenhum passou nenhum constrangimento, felizmente, mas um nível de maldade na rede social, de uma maneira geral, os ataques, ter que andar na rua cheio de segurança, essa é a parte, é o contraponto a uma participação com visibilidade no debate público. De modo que eu, às vezes, sinto muita vontade de ter mais liberdade de movimento, de pensamento", afirmou.
Veja:
Substituição
Segundo fontes palacianas, o presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) foi informado previamente sobre essa possibilidade, para não ser surpreendido, e já começou uma análise de alternativas para a escolha de um sucessor, caso o ministro decida, de fato, deixar a Corte.
Embora não queira se antecipar, em respeito à Barroso e para evitar especulações, Lula já possui dois nomes preferidos no radar: o do advogado-geral da União, Jorge Messias, e o da ministra do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha
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