Cultura

Academia Brasileira de Cinema declara apoio à reeleição de Lula: "Compromisso com o futuro"

Ricardo Stuckert / PR
Academia Brasileira de Cinema destaca a "importância da democracia e da cultura" no apoio à candidatura de Lula contra Flávio Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert / PR
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 14/10/2026, às 14h06



A Academia Brasileira de Cinema anunciou, nesta quarta-feira (14), apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Em comunicado assinado pela presidente da instituição, Renata Almeida Magalhães, a entidade apontou a defesa da democracia, da liberdade de expressão e do fortalecimento da cultura como razões para o posicionamento.

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A manifestação também ressalta a relevância do audiovisual para a economia brasileira e defende a manutenção de políticas públicas que garantam recursos e condições para a produção cinematográfica nacional. Segundo a Academia, o cinema permite representar a diversidade da população, preservar memórias e retratar as diferentes realidades do país.

Nosso posicionamento expressa a defesa de um projeto de país que reconheça a cultura como direito, o trabalho artístico como atividade essencial e o audiovisual como parte de nossa soberania, de nossa economia e de nossa presença no mundo”, afirma um trecho do comunicado.

No documento, a instituição afirma que a continuidade do setor depende de medidas que contemplem todas as etapas da atividade, da criação e produção à preservação dos filmes e à ampliação do acesso do público às obras brasileiras.

A nota também apresenta números sobre o impacto econômico do audiovisual. De acordo com os dados citados pela entidade, o setor contabilizou mais de 78 mil empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores em 2025. O comunicado ainda aponta que cada real de valor adicionado diretamente pela atividade gera um impacto adicional estimado entre R$1,81 e R$1,97 no conjunto da economia nacional.

Ao justificar o apoio eleitoral, a Academia associa a valorização da produção cultural à defesa de um projeto de país que reconheça o papel econômico e social do cinema. A instituição, no entanto, ressalta que manterá sua autonomia e continuará cobrando medidas para ampliar a circulação das produções nacionais, reduzir desigualdades regionais e garantir oportunidades para profissionais do setor.

Leia a nota na íntegra:

“A Academia Brasileira de Cinema manifesta seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República neste segundo turno, por compreender que a democracia, a liberdade de expressão e a valorização da cultura são compromissos fundamentais para o futuro do Brasil.

O cinema brasileiro nasce da diversidade de nosso povo, de suas memórias e contradições, da capacidade de transformar experiências em histórias nas quais o país possa reconhecer a si mesmo, e sua continuidade exige políticas públicas que assegurem condições de criação, produção, preservação e acesso.

O audiovisual é também uma força estratégica da economia nacional. Em 2025, o setor reuniu mais de 78 mil empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores, movimentando uma extensa cadeia de profissionais, empresas e serviços. Para cada real de valor adicionado diretamente pelo audiovisual, estima-se um efeito adicional entre R$ 1,81 e R$ 1,97 no conjunto da economia brasileira.

Nosso posicionamento expressa a defesa de um projeto de país que reconheça a cultura como direito, o trabalho artístico como atividade essencial e o audiovisual como parte de nossa soberania, de nossa economia e de nossa presença no mundo.

Reafirmamos nossa autonomia institucional e nosso compromisso com a cobrança permanente de medidas que fortaleçam o cinema brasileiro, ampliem a circulação de nossas obras, assegurem a continuidade das políticas públicas para o setor e enfrentem as desigualdades regionais que limitam oportunidades para profissionais e públicos.

Pela democracia, pela liberdade de criação e pelo direito de o Brasil contar suas próprias histórias.

Renata Almeida Magalhães

Presidente

Academia Brasileira de Cinema”

Classificação Indicativa: Livre

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