Cultura

Wanda Chase reflete sobre resistência do gênero musical e aponta revolução

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Em entrevista ao 'Se Liga Bocão', jornalista Wanda Chase reforçou a importância do gênero nesses 40 anos de axé music  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews TV
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 26/01/2025, às 05h00



Completando 40 anos, o Axé Music é um dos gêneros que mais representa o Brasil, sendo o cartão postal da Bahia. Em entrevista ao 'Se Liga Bocão' desta sexta-feira (24), na rádio Baiana FM, a jornalista Wanda Chase destacou a relevância e resistência do gênero musical.

A comunicadora destacou que, apesar de não acreditar que o Axé Music poderia retornar aos seus anos dourados, ele ainda é de extrema importância para o cenário cultural baiano. "Eu não diria se pode voltar com a mesma força, mas já tem muitos artistas. Tem surgido vários movimentos, a periferia principalmente tem gente trabalhando, tem gente escrevendo, o pagode vem ganhando força de uma forma assustadora", inicou.

"É tudo uma incógnita né? O samba já esteve lá embaixo, e agora se diz que tá na moda, que está voltando com força e que nunca morreu. Antes da Axé Music, nós tivemos outros movimentos. A tropicália durou um ano e até hoje se faz tropicália. O tropicalismo está aí, vivo entre nós.Tudo é consequência, é um ciclo e a gente precisa passar por isso", complementou. 

Ao ser questionada sobre quem seria a maior artista do Axé Music, Chase destacou a santíssima trindade, composta por Daniela Mercury, Margareth Menezes e Ivete Sangalo, prestando respeito para todas as artista. "Eu lembrei agora do tempo de bastidores, em uma apresentadora me perguntou: 'quem é melhor, Margareth, Daniele ou Ivete para você?', eu disse: 'Daniela é a preferida, Margareth é a favorita' e eu não lembro o título que dei para a Ivete, mas eu contemplava todas três. É muito difícil, pois cada uma tem um estilo, uma história. E eu não acho que é uma questão de escolher quem é o melhor ou quem não é o melhor, nós devemos celebrar, comemorar o momento que continua resistindo com todas as dificuldades. Nós sabemos como os outros seguimentos trabalham, quem forma e quem sustenta isso. Então, temos que celebrar porque nós fizemos uma revolução e continuamos fazendo essa revolução musical", revelou.

"Nós temos história! Eu não toco um timbau, eu não toco um pandeiro mas eu torço e vibro com esses profissionais, com esses artistas, com todos eles que tem muita grandeza e muito o que ensinar e cantar", celebrou a comunicadora.

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