Cultura

No Dia do Nordestino, conheça 10 livros de autores da importante região

Arquivo pessoal / Natane Ramos
Dia do Nordestino é comemorado nesta terça-feira (8/10)  |   Bnews - Divulgação Arquivo pessoal / Natane Ramos
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 08/10/2024, às 15h14



Nesta terça-feira (8) é comemorado o Dia do Nordestino, uma data especial que evidencia a importância da cultura do Nordeste para todo o Brasil. Da culinária às produções artísticas, a região se destaca com uma identidade característica que a difere de outros locais. Não seria diferente em sua literatura.

Pensando na relevância dessa data, o BNews reuniu 10 obras de autores nordestinos que tratam vivências do Nordeste, para exaltar esses talentosos escritores. Confira:

1- "O Auto da Compadecida", Ariano Suassuna

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É impossível tratar de literatura nordestina sem citar o grande Ariano Suassuna, que marcou a cultura popular brasileira com as suas produções. O filósofo, dramaturgo, romancista, poeta, professor, advogado e escritor, nasceu em João Pessoa, na Paraíba, e possui diversas obras que retratam as vivencias do Nordeste. Uma das mais conhecidas é "O Auto da Compadecida", que acompanha a jornada de João Grilo e Chicó em histórias características da cultura do Nordeste.

2- "Capitães da Areia", Jorge Amado

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Partindo para outro clássico, "Capitães da Areia" de Jorge Amado é um livro impactante que retrata a vida urbana de meninos pobres e infratores de Salvador, evidenciando a desigualdade social.

Nascido em Itabuna, na Bahia, Jorge foi um dos escritores brasileiros mais traduzidos de todos os tempos, possuindo adaptações para cinema, televisão e teatro.

3- "Corpo desfeito", Jarid Arraes

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Jarid Arraes, escritora, cordelista e poeta nascida em Juazeiro do Norte, no Ceará, traz uma história emocionante e inspiradora em "Corpo desfeito", que aborda a vulnerabilidade que as crianças estão expostas, com a narrativa que retrata as marcar que abusos físicos e psicológicos constroem na infância.

O livro se passa no interior do Ceará, e discorre sobre as experiências de negligência, violência e abuso que uma avó, mãe e neta sofrem, em um ciclo brutal que são passados entre gerações.

4- "Úrsula", Maria Firmina dos Reis

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Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira romancista brasileira, e uma pioneira na crítica antiescravagista. Apesar de ter sofrido uma tentativa de apagamento, a escritora se consolidou como uma das figuras mais importantes da literatura.

Em 1859, Firmina, natural de São Luís, no Maranhão, lançou "Úrsula", uma obra que conta a história de um triângulo amoroso que contesta o sistema escravocrata. Nele, a autora discorre sobre as mazelas deixadas pela escravidão.

5- "O cozer das pedras, o roer dos ossos", Patrick Torres

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Nascido em Brejo do Piauí, localizado no interior do estado, Patrick Torres é um médico, escritor e comunicador nordestino que vem se destacando com o seu trabalho na literatura e nas redes sociais.

Em sua obra de estreia, "O cozer das pedras, o roer dos ossos", o autor fala sobre um jovem chamado Mirto que cresceu no interior da caatinga nordestina, cercado por diversos tipos de violência. No livro, Partrick traz uma reflexão sobre relações familiares, provocando uma reflexão sobre a condição social de pessoas do Nordeste.

6- "A teoria da felicidade", Kátia Borges

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Nascida em Salvador, a poeta, professora, cronista e jornalista, Kátia Borges, se destaca com suas reflexões profundas através das memorias mais singelas. Finalista no Prêmio Jabuti, na categoria crônicas, com o livro "A teoria da felicidade", reúne contos que descrevem vivências pessoais e reflexões sobre essa busca pela felicidade, e como ela se encontra nos locais mais inimagináveis.

7- "A filha primitiva", Vanessa Passos

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Escritora, professora de escrita criativa, produtora cultural e mediadora de leitura, Vanessa Passos, original de Fortaleza, no Ceará, e vencedora do 6º Prêmio Kindle de Literatura com A filha primitiva.

Na obra lançada em 2021, a autora trabalha a narrativa de uma mãe e filha cercadas por sombras de um passado traumático que atinge diversas gerações. Ambientado em Fortaleza, o livro percorre as dores do abuso, machismo, racismo e desigualdade social.

8- "Torto Arado", Itamar Vieira Junior

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Original de Salvador, Itamar Vieiria Junior vem conquistando o mundo com os seus livros. Ganhador do Prémio LeYa de 2018, do Prêmio Jabuti de 2020, do Prêmio Oceanos de 2020 e do Prêmio Montluc Rèsistance et Liberté de 2024, o autor se consolidou como um dos grandes nomes da literatura.

Em "Torto Arado", o autor narra a história das irmãs Bibiana e Belonísia, que expressam lutas da desigualdade racial, social e de gênero, trazendo experiências de dor compartilhadas por pessoas que vivem ou viveram em áreas de vulnerabilidade no Nordeste.

9- "Enquanto eu não te encontro", Pedro Rhuas

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O autor de Mossoró, no Rio Grande do Sul, é conhecido pelos seus trabalhos que trazem a pluralidade e diversidade das formas de amar. Além de escritor, Pedro é um cantor, produtor, jornalista e influenciador reconhecido.

Em "Enquanto eu não te encontro", Rhuas contou uma história de amor à primeira vista, com encontros e desencontros, que valorizam a cultura nordestina, música pop e drag queens, em um romance LGBTQ+ querido pelo público jovem.

10- "A cabeça do santo", Socorro Acioli

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A jornalista, escritora e doutora em Estudos de Literatura pela Universidade Federal Fluminense, Socorro Acioli, de Fortaleza, foi a única brasileira a participar da oficina de roteiros lecionada pelo grande escritor Gabriel García Márquez.

No livro "A cabeça do santo", o leitor acompanha a história de um jovem que descobre que possui um dom de ouvir as preces das mulheres para o santo Antônio, nessa jornada, o rapaz precisa atender a um pedido da mãe que quer que ele conheça a avó e pai que não foram presentes em sua vida. Socorro destacou crenças rurais, em uma leitura comovente e divertida.

Classificação Indicativa: Livre

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