Cultura
O cantor Gilberto Gil utilizou um momento do show para prestar uma homenagem a vítimas do período da ditadura militar no Brasil, entre os anos de 1964 e 1985. A apresentação aconteceu na noite deste sábado (15), na Arena Fonte Nova, abrindo a agenda da turnê 'Tempo Rei', última da carreira do artista.
Um vídeo com depoimento de Chico Buarque foi exibido no telão antes da apresentação da música 'Cálice', parceria dos dois de 1978, que traz críticas diretas à ditadura. O público reagiu com gritos de "sem anistia", o que se tornou um dos momentos mais marcantes do show.
Em seguida, um painel foi exibido no palco com fotos do ex-deputado Rubens Paiva, morto em 1971, do jornalista Vladimir Herzog (1975) e do atleta do Flamengo, Stuart Angel Jones (1971), além de outras vítimas.
O assuntou referente ao regime militar voltou à tona principalmente por conta do filme 'Ainda Estou Aqui', do diretor Walter Salles, que conta a história do desaparecimento de Rubens Paiva e o sofrimento de sua esposa Eunice Paiva, interpretada pela atriz Fernanda Torres.
O longa-metragem foi indicado a três categorias na edição de 2025 do Óscar, vencendo o prêmio como 'Melhor Filme Internacional'. Foi a primeira vez que o Brasil recebeu a estatueta da academia.
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