Denúncia

Sem receber cestas básicas, profissionais do sexo da orla de Salvador enfrentam dificuldades em meio à pandemia

Divulgação/IBCM
Situação piorou após o toque de recolher decretado pelo governador Rui Costa que proíbe a circulação de pessoas nas ruas, das 20h ás 5h  |   Bnews - Divulgação Divulgação/IBCM

Publicado em 23/02/2021, às 16h38   Redação BNews



Com a renda comprometida em razão da pandemia do novo coronavírus, as profissionais do sexo que trabalham na orla de Salvador deixaram de receber cestas básicas fornecidas pela prefeitura. De acordo com a Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM), que atua na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis e dá assistência às profissionais, os últimos alimentos foram entregues em dezembro do ano passado 

De acordo com o gerente da IBCM, Alfredo Doria, a situação das garotas piorou após o toque de recolher decretado pelo governador Rui Costa, que proíbe a circulação de pessoas nas ruas, das 20h ás 5h, horário em que as profissionais costumam trabalhar, principalmente na Avenida Manoel Dias, no bairro da Pituba.

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“O necessário toque de recolher instituído pelo Governo do Estado ajudará a conter parcialmente a pandemia e causará também muitos transtornos para a população. Para as profissionais do sexo, assistidas pela Instituição, a situação é dramática. Sem a única fonte de renda que dispõem para sobreviver, correm o risco de passarem fome”, afirma. 

Ainda segundo Alfredo, a instituição acionou a Secretaria Municipal de Reparação (Semur), responsável pela distribuição das cestas, mas foi informada que “neste momento todo esforço da prefeitura está voltado para garantir o atendimento na área da saúde”. 

A reportagem também procurou a Semur, porém não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Em maio do ano passado, a Defensoria Pública do Estado da Bahia recomendou ao órgão municipal que estabelecesse uma política de seguridade social durante a pandemia de modo a também abranger a oferta de cestas básicas a este público em situação de vulnerabilidade.

A Defensoria solicitou que as cestas fossem entregues mensalmente para as profissionais catalogadas pela IBCM, além das que ainda viessem a ser listadas posteriormente. O ofício de recomendação foi assinado pelas coordenadoras da Especializada de Direitos Humanos da DPE/BA, as defensoras públicas Eva Rodrigues e Lívia Almeida.

Quem quiser, pode contribuir e ajudar as profissionais:

CONTAS IBCM

PIX: 00.584.568/0001-05

Banco do Brasil (001)
Agência: 0904-0
Conta Corrente: 254.651-5

Bradesco 
Ag: 3072-4
C/c: 69.077-5


Caixa Econômica
Ag: 0063
C/c: 883-2
Op: 003

INSTITUIÇÃO ASSISTENCIAL BENEFICENTE CONCEIÇÃO MACEDO 
CNPJ sob o nº 00.584.568/0001-05, 
Endereço: Rua Santa Clara do Desterro, Nº 85 – Nazaré  - 
40040-450 SSA-BA
Insc estadual: 072.730.898
Tel: 3450-9759
www.ibcmaids.org.br
@crecheibcm

Classificação Indicativa: Livre

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