Denúncia

Você repórter: lixo hospitalar é descartado junto com lixo comum em Irará

Imagem Você repórter: lixo hospitalar é descartado junto com lixo comum em Irará

Reportagem não conseguiu falar com a secretária de Saúde que fazia pré-natal fora da cidade

Publicado em 14/07/2014, às 06h26        Adelia Felix (Twitter: @adelia_felix)


Um morador da cidade de Irará, no centro norte baiano, denunciou em conversa com o Bocão News o modo irregular como estaria sendo tratado o lixo hospitalar na cidade. Nas imagens registradas na última semana, é possível ver seringas, embalagens de soro fisiológico, frascos de remédios e outros restos misturados com lixo comum no lixão da comunidade do Quebra Fogo.
Diante da denúncia, na sexta-feira (11), a reportagem inciou uma "maratona" quando procurou os órgãos municipais para se pronunciarem sobre o caso.
Em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, a reportagem procurou a titular da pasta, Ana Rita Pinho, e foi informada que ela estava fazendo pré-natal fora da cidade. A assessora dela também não estava no município. Ambas só estariam disponíveis nesta segunda-feira (14).
Depois, o prefeito da cidade, Denivaldo Pinto, foi procurado, e disseram que ele estava em Feira de Santana. O Bocão News pediu para falar com a chefe gabinete dele, Terezinha Ferreira dos Santos, que atendeu a reportagem, e ciente do assunto, pediu para aguardar por um instante, pois ela iria chamar alguém que "estava informado sobre o caso".
E foi o secretário municipal de Finanças, Glauvert Cerqueira, que conseguiu esclarecer a situação. De acordo com o titular da pasta, a prefeitura tem contrato com uma empresa da cidade de Camaçari, a Retec - Tecnologia em Residuos Ltda, e acrescentou que há clínicas particulares na cidade, que podem estar descartando o lixo irregularmente.

"A gente não sabe se estão fazendo da forma correta. Pode ser a mando de algum funcionário. Não temos certeza disso. Mas a prefeitura está tomando as providências cabíveis para esse caso", disse.


Questionado se essas clínicas particulares eram fiscalizadas pela prefeitura, Glauvert afirmou: "temos serviço de vigilância sanitária, que é extremamente caro, então é responsabilidade do proprietário coletar esse tipo de lixo".

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