Direto de Brasília

Grazziotin lamenta decisão de Teori e fala em usar nova linguagem com o STF

Publicado em 11/05/2016, às 16h06   Luiz Fernando Lima* (@limaluizf) e Eliezer Santos (@eliezer_sj)



Com a decisão ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, de não barrar a votação do impeachment no Senado, nesta quarta-feira (11), senadores aliados ao governo já concentram esforços em construir a estratégia para a fase seguinte do rito. Em conversa com a reportagem do Bocão News, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) questionou a medida da corte e adiantou que será preciso “utilizar de uma nova linguagem com o Supremo”. 
“Lamento muito. O mandato de segurança era uma peça muito consistente. Nessa primeira fase, o Supremo vai deixar por conta do parlamento. Nossas esperanças agora recairão no momento quando se inicia a segunda fase porque o Supremo sai de lá e vem para cá. Apesar e acontecer numa casa política, é um julgamento jurídico. Eu creio que eles deverão agir de forma mais incisiva”, afirmou.
Grazziotin pontuou ainda que alguns senadores favoráveis à admissibilidade do processo podem futuramente mudar de opinião na decisão final, quando serão precisos dois terços dos votos. “Há uma quantidade significativa de pronunciamentos que diz: ‘eu voto pela admissibilidade, para abrir o processo’, isso não significa minha decisão de mérito”.
“Por mais profundo que tenha sido o debate técnico, ainda está muito pequeno do que ele pode ser”, explicou, ao acrescentar que o cenário econômico enquanto (e se) Dilma estiver afastada não deverá influenciar o julgamento final do tema. 
“Temos a obrigação de julgar juridicamente o processo. Eles têm que fazer, a não ser que eles fechem os olhos. Lá na frente, vão ter que assumir”.
*Luiz Fernando Lima, editor de política, direto de Brasília

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