Economia & Mercado

Petrobras atrasa prazo para entrega de insumos na Bahia e empresários acionam a Justiça

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Em nova mensagem, estatal afirma que CAP chegará dia 29/04  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 23/04/2019, às 12h01   Caroline Gois



A situação entre os empresários da construção da Bahia e a Petrobras torna-se cada vez mais tensa. Desde que a estatal parou de fornecer o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), no início do mês, que os empresários amargam prejuízos. No último dia 19, a reportagem do BNews foi procurada pelos representantes das empresas que relataram o que chamam de "descaso" da Petrobras com a Bahia. Desde o início de abril que as empresas estão sem receber o CAP, que é um dos principais insumos para a realização de obra de construção e pavimentação. "A entrega era diária. Preciso do CAP para nossa produção e realização de obras, mas estamos sendo prejudicados", relatou um empresário que preferiu não ter a identidade revelada. Segundo ele, as indústrias têm recorrido à Petrobras, mas "nunca há uma previsão concreta de quando vamos voltar a receber o insumo. Estamos paradas", disse um empresário, que preferiu o anonimato. 

Procurada pelo Bnews na semana passada, a Petrobras confirmou o atraso do CAP. De acordo com a empresa, "em virtude de problemas operacionais com insumos, houve uma diminuição na produção do Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), que será normalizada a partir 22 de abril de 2019. Essa redução não afetou a distribuição de CAP na Bahia, uma vez que as distribuidoras podem fazer a retirada do produto nas refinarias Gabriel Passos (REGAP - MG) e Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor - CE)".

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Entretanto, os empresários receberam um novo comunicado da estatal prorrogando o prazo de entrega do CAP do dia 22 para o dia 29/04. O BNews teve acesso ao comunicado (ver abaixo). 


Com relação a pedir o CAP em outras refinarias, os empresários ressaltam que "se eu tiver que recorrer às outras refinarias sem ser à Landulfo Alves pagamos um frete de R$ 400, o que significa um aumento de 20% nos custos com a operação. Ficamos prejudicados", avaliou.

A reportagem voltou a procurar a Petrobras nesta terça-feira (23), mas até o fechamento desta matéria os questionamentos não foram respondidos. Por conta da falta de entrega que deveria ter sido realizada na segunda-feira (22), os empresários confirmaram que já acionaram o jurídico para que providências sejam tomadas. 

Entre as empresas do setor que estão prejudicadas, estão a Campbel Construções e Terraplenagem, Pavinorte Pavimentaçoes Ltda, Paisartt Construtora, Continental, PJ Construções e Terraplanagem LTDA, Construtora Lustoza e EBRAE - Empresa Brasileira de Engenharia Ltda.

Situação da RLAM
O atraso na entrega do insumo já mostra-se como uma consequência da diminuição da produção na Refinaria Landulfo Alves (RALM), informação confirmada em nota pela própria Petrobras. Com um futuro incerto e possibilidade de ser 60% vendida, o impacto do gereciamento da Petrobras com as refinarias no Estado podem ser devastador.

De acordo com o presidente do Sindipetro-Ba, Deivdy Bacelar, a refinaria já está em um processo de venda, que breve deve ser oficilizada no próximo mês. "Ainda não sabemos a empresa, já que está numa fase de apresentação de propostas. O que sabemos é que estes 60% de venda anunciados pela Petrobras significa a perda do controle acionário da refinaria, já que a Petrobras não será mais a gestora", afirmou. 

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