Economia & Mercado

ACM Neto refuta crescimento do PIB de Fortaleza

Dinaldo Silva / BNews
Declaração foi dada nesta sexta-feira (18)  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva / BNews

Publicado em 18/12/2020, às 10h39   Nilson Marinho e Victor Pinto



O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), fez uma dura crítica a cidade de Fortaleza, capital do Ceará, quando questionado pelo BNews sobre a retração do PIB soteropolitano que foi ultrapassado pelo município cearense. Visivelmente incomodado respondeu: “deixaram as pessoas morrerem, próxima pergunta”. Contudo, após o repórter pontuar ter sido o ano de referência de 2018 da pesquisa e não de 2020, o prefeito se corrigiu e disse ainda não ter elementos aprofundados para poder responder naquele momento. 

Antes do esclarecimento, o prefeito havia complementado a resposta em uma referência do impacto econômico sofrido pelo fechamento do comércio como medida para enfrentar o contágio do novo coronavírus em Salvador. “Fechamos antes. Abrimos depois. Fomos mais rigorosos. Fortaleza teve colapso no sistema de saúde. Eu já sabia que pagaríamos esse preço. Nunca tive dúvidas. Não iria comparar economia com saúde. Priorizei a Saúde. O que explica esse fato principalmente é o obtido de milhares de pessoas e a economia a gente vai correr atrás e vai recuperar”, disse. 

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PESQUISA - Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital baiana foi ultrapassada por Fortaleza (CE) e, com isso, também caiu de 9º para 10º no ranking nacional dos municípios.

Os resultados, levantados em parceria com órgãos estaduais de estatística e secretarias de governo dos estados, são referentes a 2018. Neste ano, Salvador gerou R$ 63,5 bilhões de riqueza, enquanto a capital cearense alcançou os R$ 67 bilhões. Em relação a 2017, no entanto, quando fechou em R$ 62,8 bilhões, o PIB soteropolitano cresceu 1,1%. 

Considerando somente as 27 capitais, a capital baiana caiu do 8º para o 9º maior Produto Interno Bruto. O município teve a oitava maior perda de participação no PIB brasileiro - de 0,95% em 2017 para 0,91% no ano seguinte.

Segundo o estudo, a perda de posição de Salvador se explica, em parte, pela retração nominal da indústria na cidade e, "de forma mais importante", pela queda de participação do setor de serviços soteropolitano no país, na região e no estado.

Apesar das quedas, a capital ainda concentra boa parte de toda a riqueza produzida na Bahia, com 22,19%, seguida por Camaçari (8,32%) e Feira de Santana (5,13%).

Em 2018, o PIB de Salvador foi superior à soma do valor gerado pelas 362 cidades baianas com os menores índices, equivalente a 86,1% dos 417 municípios do estado.

O levantamento mostra, porém, que desde 2002, o primeiro ano da série histórica, a capital foi a cidade que mais perdeu participação na riqueza gerada na Bahia. Na contramão, no mesmo período, Feira de Santana foi o município que mais ganhou peso na economia do estado.

Em 2002, Salvador era responsável por 26,8% do PIB baiano. Dezesseis anos depois, a participação da cidade ficou em 22,2%, ou seja, a capital era responsável por pouco mais de R$ 22 de cada R$ 100 gerados. Já a Princesa do Sertão, subiu de 3,7% para 5,1%.

Per capita

O PIB per capita de Salvador em 2018 foi estimado em R$ 22.232,68. Com o resultado, o município caiu de 29ª em 2017 para 36ª no ano seguinte, no ranking estadual. São Francisco do Conde lidera a lista na Bahia, com PIB per capita de R$ 225.290,31, o décimo maior do Brasil.

Entre as capitais do país, a capital baiana é a quarta com o menor índice, à frente apenas de Macapá-AP (R$ 22.181,72), Maceió-AL (R$ 22.126,34) e Belém-PA (R$ 21.191,47).

Matéria atualizada às 11h08

Classificação Indicativa: Livre

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