Economia

Com juros menores e novos lançamentos, mercado imobiliário soteropolitano registra alta e anima incorporadoras

Divulgação/ Moura Dubeux

Mesmo durante a pandemia, uma combinação de fatores contribuiu para o aquecimento desse setor

Publicado em 05/08/2021, às 16h05    Divulgação/ Moura Dubeux    Márcia Guimarães

O mercado imobiliário soteropolitano tem deixado as construtoras e incorporadoras otimistas após um longo período de interrupção dos lançamentos e queda nas vendas. Mesmo durante a pandemia, uma combinação de fatores contribuiu para o aquecimento desse setor: taxas de juros menores, famílias em crescimento, baixo estoque de produtos imobiliários e crédito disponível para este segmento. 

Para se ter uma ideia, somente o residencial Dumare, localizado em Jaguaribe, foi 100% vendido em apenas 30 dias. De acordo com a Moura Dubeux, o empreendimento rendeu R$ 70 milhões. A incorporadora comemora, somente no primeiro semestre de 2021, R$ 161 milhões em vendas de imóveis de alto padrão na capital baiana. Até o final do ano, com novos lançamentos, a exemplo do Horto Essence, no Horto Florestal, o valor geral de vendas deve chegar a R$ 388 milhões.

Segundo o diretor regional da incorporadora, Fernando Amorim, ao menos 1.000 empregos diretos serão gerados nos canteiros de obras da Moura Dubeux até 2022 em Salvador. Com 37 andares e opções de três ou quatro suítes, o Horto Essence será o sétimo projeto da empresa em andamento na capital baiana. 

O fundador da empresa, Gustavo Dubeux, citou que, apesar de a companhia também estar em Recife, Maceió, Natal e Fortaleza, é Salvador que tem será foco da incorporadora e receberá os maiores investimentos nos próximos dois anos. Ele avalia que a capital baiana evoluiu muito nos últimos oito anos, após investimentos da prefeitura, e tem uma força enorme para movimentar o mercado imobiliário, além de uma posição geográfica excelente.

Baiano, o CEO da Moura Dubeux, Diego Villar, destacou que, em 2020, a empresa alcançou R$ 234 milhões em valor geral de vendas com três empreendimentos em Salvador. Se a previsão para 2021 se concretizar (R$ 388 milhões), o crescimento nas vendas será de 65%, uma grande conquista e que tende ser ainda maior quando o desemprego reduzir e a economia voltar à normalidade.

“A gente vendeu nos últimos 12 meses (de junho a junho) R$ 1,1 bilhão. A gente vem mantendo uma média de R$ 105 milhões em vendas por mês, mesmo na pandemia, mostrando a força do Nordeste e a força da empresa. E crescendo, cada mês essa média sobe mais. Por exemplo, só em junho, nós vendemos um pouco mais de R$ 200 milhões. A gente deve quase dobrar a quantidade de vendas em 2021 em relação a 2020”, projetou Villar. 


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