Economia

Ações do Nubank despencam 14,5% e renovam mínima histórica

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O Itaú BBA projeta um prejuízo de R$ 371 milhões para o Nubank no primeiro trimestre do ano

Publicado em 09/05/2022, às 20h44    Divulgação    FolhaPress

As ações da fintech Nubank despencaram 14,41% na Nyse (Bolsa de Nova York) nesta segunda-feira (9) e renovaram a mínima histórica desde a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) no final do ano passado.


Desde o IPO, quando teve as ações precificadas a US$ 9, o Nubank já ve suas ações caírem cerca de 54,55%.


A sessão foi marcada pelo mau humor dos investidores acerca do ritmo da atividade econômica global, após dados apontarem para uma forte desaceleração das exportações da China em abril.


O Nasdaq, índice acionário do mercado americano onde se concentram as empresas de tecnologia, teve um recuo de 4,3% nesta segunda.

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Na semana passada, o risco de um aperto monetário mais agressivo nos Estados Unidos para conter a persistente pressão inflacionária já havia causado forte impacto para os papéis de tecnologia de um modo geral. Os papéis do Nubank acumularam desvalorização de 10,3%.


Além de um ambiente de juros mais altos, que aumenta a taxa de desconto com a qual os analistas projetam os ganhos de empresas digitais de tecnologia no longo prazo, o Nubank também enfrenta dificuldades próprias, com questionamentos crescentes entre os investidores sobre a capacidade da fintech de rentabilizar sua base de mais de 50 milhões de clientes.


O pacote de remuneração à diretoria da fintech superior a R$ 800 milhões noticiado nos últimos dias contribuiu para colocar uma pressão adicional sobre os números do Nubank, que reporta os dados sobre o primeiro trimestre de 2022 na próxima segunda-feira (16).


O Itaú BBA projeta um prejuízo de R$ 371 milhões para o Nubank no primeiro trimestre do ano. "Resultados fracos e novos fluxos de saída podem causar distorções nos preços das ações nos próximos dias", disseram os analistas do Itaú BBA em relatório publicado no dia 4 de maio.

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