Economia & Mercado

Acordo histórico entre Mercosul e União Europeia é adiado e gera revolta na indústria

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O adiamento foi motivado por resistências de agricultores franceses e italianos, que temem a concorrência com produtos brasileiros.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 19/12/2025, às 19h24 - Atualizado às 19h24



Representantes da indústria brasileira ficaram frustrados com o adiamento da assinatura do acordo entre Mercosul e a União Europeia. A assinatura do tratado de livre-comércio estava prevista para acontecer neste sábado (20), em Foz do Iguaçu (PR) durante a Cúpula do Mercado Comum do Sul. As informações são do jornal Correio Braziliense.

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, avalia com preocupação o recuo na assinatura do acordo.

“Adiar a assinatura do acordo neste momento é motivo de frustração, especialmente diante do longo histórico de negociações, mas esperamos que o empenho em firmar essa parceria seja mantido para que o processo seja concluído o quanto antes, em benefício de uma integração econômica do Mercosul com a União Europeia”, disse Alban. 

Já a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou uma nota sobre o adiamento da assinatura do acordo. No documento, a entidade destacou que as negociações entre Mercosul e União Europeia vêm sendo discutidas ao longo dos últimos 25 anos e que o acordo teria um “papel significativo para o desenvolvimento e competitividade” das indústrias brasileiras.

"Ao longo dos últimos 25 anos, o texto passou por análise profunda e detalhada dos atores europeus e sul-americanos e desempenha um papel significativo para o desenvolvimento e competitividade das indústrias nacionais, visto que cerca de 97% das exportações de Bens Industriais para a União Europeia terão suas alíquotas zeradas", comentou Firjan.

O tratado entre Mercosul e União Europeia estava previsto para ser assinado neste sábado (20), mas foi adiado para janeiro de 2026 por causa de resistências de agricultores da França e da Itália. O setor teme uma possível concorrência com produtos do agro brasileiro.

O acordo prevê uma redução de 92% nas tarifas de produtos do Mercosul exportados à União Europeia ao longo de 10 anos. Já os produtos europeus teriam uma diminuição de 91% das taxas importadas pelos países sul-americanos ao longo de 15 anos.

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