Economia & Mercado

Aeroportos do Norte e Nordeste do País podem contribuir para a expansão de novos voos internacionais

Salvador vai passar a ofertar três voos semanais e diretos com destinos a Paris - Divulgação/Freepik
A falta de investimentos na infraestrutura é um dos principais fatores de impedimento  |   Bnews - Divulgação Salvador vai passar a ofertar três voos semanais e diretos com destinos a Paris - Divulgação/Freepik

Publicado em 14/10/2024, às 08h39   Publicado por Vagner Ferreira



Os aeroportos do Norte e Nordeste do país podem ajudar a ampliar os voos com destinos internacionais. Segundo informações do jornal O Povo, as áreas têm posição geográfica privilegiada em relação a outros destinos estrangeiros. Entretanto, é necessário que haja aumento dos investimentos em infraestrutura.

O governo federal tem tentado ampliar o mercado de voos internacionais, mas sem êxito até o momento. Em 2012, a presidente Dilma Rousseff havia declarado R$ 7,3 bilhões para o investimento na estrutura de 270 aeroportos regionais, mas os avanços falharam. Depois, a gestão de Michel Temer diminuiu a quantidade para 53 aeroportos e Jair Bolsonaro planejava 72 novos aeroportos  até 2025, nenhum dessas propostas progrediram.

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A atual gestão divulgou o Programa de Universalização do Transporte Aéreo, no objetivo de reverter essa stuação e estruturar 120 aeroportos regionais até 2026.

No próximo dia 28, o aeroporto de Salvador vai passar a ofertar três voos semanais e diretos com destinos a Paris, pela Air France, já apresentando um avanço e demonstrando a capacidade para voos estrangeiros.

O advogado Eduardo Martins Pereira, especialista em direito público do escritório Schiefler Advocacia, destaca em reportagem ao jornal O Povo, sobre o aumento de turistas no país como consequência dos investimentos no setor. "No caso de Salvador, com o surgimento de uma rota direta com Paris, a quantidade de turistas europeus na capital baiana deve ser ainda maior neste verão, impulsionando a operação de conexões regionais, para Porto Seguro e Maceió, por exemplo", diz o advogado.

Fortaleza e Recife também vem ofertando propostas crescentes em relação ao setor. Já da região norte, o Pará vem se destacando como destino turístico após sediar a COP-30. “São várias as possibilidades", diz o diretor executivo e CEO da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta), José Ricardo Botelho. Ele alerta para o incentivo dos investimentos não apenas em aeroportos maiores, mas para os menores também. 

O advogado Victor Hanna, especialista em aviação do Goulart Penteado Advogados, considera que os investimentos tendem a beneficiar a economia do país. "A aviação doméstica e a regional podem ser beneficiadas com o aumento da demanda dessas regiões para outros polos econômicos do País, inclusive para o Sudeste, que hoje concentra a maior quantidade de voos internacionais", declara.

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