Economia & Mercado
Publicado em 31/03/2025, às 06h30 Publicado por Vagner Ferreira
A nova reforma do Imposto de Renda (IR) deverá contar com isenção das taxas para quem recebe até R$ 5.000. Assim, quem possui mais de R$ 100 de renda, contará com alíquota efetiva em 0,6%, com valor aumentando gradativamente. No entanto, as medidas não devem se resumir apenas à taxação dos dividendos.
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, o governo aproveitou a oportunidade para realizar outros ajustes, como das correções de distorções no Simples Nacional e do Lucro Presumido, além da tributação indireta de benefícios fiscais difíceis de serem diminuídos, a exemplo de incentivos à pesquisa e desenvolvimento, às áreas da Sudam (Amazônia) e Sudene (Nordeste) e à concessão de vale-benefícios ao trabalhador.
Os países que fazem parte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), também conhecidos como Clube dos Países Ricos, possuem média de tributação do lucro em 41%. Se de fato houver fim à isenção sobre dividendos, o Brasil atenderá ao padrão internacional de tributação da renda.
Com relação às rendas acima dos R$ 5.000, três etapas devem ser observadas, com foco no valor total e no débito que foi pago de imposto referente à pessoa física e à empresa. A medida pode variar a cada ano. Sabe-se que será adicionada uma taxa de 10% para rendas acima de R$ 1,2 milhão, e uma média de 150 mil pessoas deve ser afetada.
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