Economia & Mercado

Altas e baixas: Confira previsões para a economia do Brasil em 2026

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Governo Lula projeta resultados positivos para a economia do país em 2026  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 06/02/2026, às 10h10



O governo Lula projeta resultados positivos para a economia do país em 2026. De acordo com o Balanço macrofiscal de 2025 e perspectivas para 2026, divulgado nesta sexta-feira (6), o Ministério da Fazenda estima um aumento de 2,3% no setor, com redução na inflação e com avanço do ajuste fiscal.

Segundo o portal Veja, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve contar com queda de 4,3% (referente a 2025) para 3,6% (projeções para 2026). A mudança deve ser consequência da perda de valor do dólar, do aumento da oferta mundial de bens e combustíveis e dos impactos tardios de uma política monetária mais restritiva.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu além das expectativas, ficando em 2,3%, ante 2,2%, previsto em novembro. Para o governo, o resultado para esse ano deve ser semelhante, com forte desaceleração no setor agropecuário e maior expansão da indústria e dos serviços.

Um dos destaques da avaliação foi sobre a taxa de desemprego, que segue com o menor nível já registrado e a renda média real em recorde. Tais fatores são avaliados como garantia para a manutenção da massa de rendimentos e do consumo das famílias, mesmo diante de condições de crédito mais caras.

Segundo o Ministério da Fazenda, o esforço de ajuste fiscal iniciado em 2024 deve levar ao primeiro resultado primário positivo desde 2013. A meta estabelecida para 2026 é um superávit de 0,25% do PIB, o que corresponde a R$ 34,5 bilhões, já consideradas as compensações previstas em lei. 

Em 2025, o setor público registrou déficit primário de R$ 13 bilhões, equivalente a 0,10% do PIB, permanecendo dentro da margem de tolerância definida pelo arcabouço fiscal. Já a dívida bruta do governo geral alcançou 78,7% do PIB ao final de 2025, influenciada sobretudo pelo elevado gasto com juros. 

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