Economia & Mercado
por Cibele Gentil e Tácio Caldas
Publicado em 14/02/2026, às 00h41
O movimento comercial nas ruas do Pelourinho e na Rua Chile apresenta um cenário de contrastes neste segundo dia de folia oficial em Salvador. Para os vendedores ambulantes que fazem do Centro Histórico o seu principal ponto, a estratégia para garantir o faturamento tem sido a flexibilidade nas negociações.
Veteranos que acompanham a festa há décadas relatam que, embora o início das atividades tenha sido tímido, a expectativa é de crescimento gradual conforme o avanço dos dias. Apostando na fidelidade do público que prefere o clima tradicional das ruas históricas da capital baiana, eles seguem na oferta de seus produtos.
Um deles é João, que trabalha na região há 52 anos e participou de todas as edições da festa nesse período. Ele observa que o movimento começou fraco, mas já apresenta uma melhora significativa neste segundo dia.
Para o comerciante Cosme, com 30 anos de atuação no Pelourinho, o segredo para manter o lucro diante da alta dos insumos é a negociação direta com o cliente. Vendendo os populares porta-dólares por dez reais, ele explica que é preciso oferecer descontos e ceder no preço final para não espantar o consumidor e garantir o giro das mercadorias.
Apesar do otimismo dos mais experientes, há quem sinta o impacto da concentração de foliões em outras áreas da cidade. A vendedora Ana, que trabalha no circuito há cerca de sete anos, avalia que as vendas ainda estão em um ritmo moderado. Ela aponta que o grande fluxo de público parece estar concentrado no Circuito Barra-Ondina e que o movimento no centro ainda está um pouco fraco.
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