Economia & Mercado
A Odebrecht vem conseguindo reduzir drasticamente suas dívidas e recuperar sua situação financeira. Com isso, a empreiteira vem retomando o seu melhor desempenho desde a Operação Lava Jato.
No ano passado, a Odebrecht voltou a assinar contratos bilionários para obras de infraestrutura. A empresa foi a escolhida pelo grupo Motiva (ex-CCR) para tocar a extensão da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. O contrato deve chegar a R$ 4,5 bilhões. A empreiteira atuará na obra em parceria com a Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China.
Outro empreendimento que a Odebrecht deverá comandar é a construção de dois dos três lotes da futura Linha 19-Celeste, também do metrô de São Paulo. A empresa lidera um consórcio formado pela Álya (antiga Queiroz Galvão) e pela italiana Ghella. Caso os contratos sejam confirmados, o valor da nova Linha 19-Celeste atinge R$ 13,6 bilhões. As obras devem começar em 2027.
Com esses projetos, o backlog — indicadores do segmento da construção pesada que medem o fluxo de caixa de uma empresa — da Odebrecht deve crescer aproximadamente R$ 14 bilhões em 2025.
Em 2014, o backlog da Odebrecht era de R$ 35 bilhões e despencou para R$ 18 bilhões em 2015, quando começou a ser afetada pela Lava Jato. Nos anos seguintes, o resultado foi ainda pior, ficando abaixo de R$ 1 bilhão.
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