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BNews Folia: Carnaval é um dos períodos de maior movimentação econômica no Brasil; confira ganhos e gastos

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Empreendedores informais, ambulantes e pequenos comerciantes aproveitam festividade para impulsionar ganhos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ipac.ba.gov.br

Publicado em 21/02/2025, às 05h30   Vagner Ferreira



O Carnaval é um dos períodos de maior movimentação econômica no Brasil. Em Salvador, empreendedores informais, ambulantes e pequenos comerciantes aproveitam a festividade para impulsionar suas vendas. Durante os dias de folia, diversos setores se mobilizam para atender às demandas dos foliões, destacando-se o comércio de bebidas, espetinhos, acarajé, lanches rápidos e adereços carnavalescos.

A vendedora ambulante, Fabrícia Leite de Jesus, moradora do bairro de Plataforma, também aproveita a oportunidade do carnaval para aumentar a renda. Ela vende um prato de churrasquinho com farofa e salada por R$ 20. “Eu fico próxima ao Cristo, na Barra. Lá, vendo churrasco na chapa e meu faturamento é de, mais ou menos, R$ 2.500”, disse ao BNews. “E olha que eu não trabalho todos os dias”, continuou.

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Já a baiana de acarajé, Miraci Marinho da Paixão, moradora do bairro Arraial do Retiro, no Cabula, realiza suas vendas na Praça da Sé. Para ela, o Carnaval é uma oportunidade de aumentar seu faturamento. "Minha estimativa é de alcançar, no mínimo, R$ 10 mil entre sábado, domingo, segunda e terça-feira. O acarajé e o abará custam R$ 13; com camarão, o valor vai para R$ 15; e, incluindo uma Coca-Cola litrinho, fica R$ 20 porque consigo desconto e faço mais barato", explica ao BNews. 

Segundo a baiana, nos dias que antecedem o auge da festa, como quinta e sexta-feira, o foco é na organização e no preparo para o atendimento. "Esses dias são dedicados a repor mercadorias e treinar uma auxiliar para me ajudar", detalhou.

No entanto, apesar das expectativas positivas, a comerciante ressalta a necessidade de maior suporte por parte da prefeitura. "Espero que a prefeitura nos ofereça uma infraestrutura melhor, como um toldo, pelo menos. Atualmente, utilizamos sombrinhas, mas, quando chove, todo o material é molhado", afirma. Miraci disse possuir credenciamento tanto pela Associação das Baianas de Acarajé quanto pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).

Estimativas nas movimentações

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou a estimativa de faturamento de R$ 12,03 bilhões durante o Carnaval em 2025, com crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Os setores que mais devem crescer são os de bares e restaurantes (R$ 5,4 bilhões), transporte de passageiros (R$ 3,31 bilhões) e hospedagem (R$ 1,28 bilhão), representando 83% de todo ganho. Além disso, a movimentação deve gerar, aproximadamente, 32,6 mil empregos temporários em todo o país. Dessas, 7% podem se tornar efetivas.

A capital baiana registrou 75% de ocupação hoteleira em janeiro, impulsionada pelas festas pré-carnavalescas, e a expectativa é de superar esse índice durante o Carnaval. Em Recife, a projeção de ocupação é de 96%, no Rio de Janeiro, a taxa esperada é de 87%, e, em São Paulo, é de 73%, com lotação máxima em cidades do litoral. 

Custos no Carnaval de Salvador

De acordo com informações do blog do Nubank, durante o Carnaval de Salvador de 2025, os foliões que optarem pelos camarotes devem desembolsar R$ 299 a R$ 4.090 por dia. Para os blocos de rua ou abadás, os preços variam entre R$ 200 e R$ 1.500.

No ano passado, a cidade apresentou variações nos gastos dos foliões. Segundo dados da Empresa Salvador Turismo (Saltur), em 2024, os turistas nacionais desembolsaram, em média, R$ 6.552 durante o evento, enquanto visitantes internacionais gastaram cerca de R$ 4.666. Já os residentes locais, por sua vez, tiveram um gasto médio de R$ 2.380.

O índice de 2024 já foi maior do que o de 2023, em que, segundo informações do portal E-Investidor, a média de gasto estava de R$ 5.300. Para este ano, a expectativa é de que o percentual não seja muito diferente do ano anterior. 

Demais carnavais pelo país

O Carnaval de Pernambuco, com destaque para Recife e Olinda, é uma das celebrações mais tradicionais do Brasil, caracterizada por bonecos gigantes, cores vibrantes e o som contagiante do frevo. As duas cidades estão localizadas a cerca de 10 km de distância, com custos de deslocamento que variam, em média, entre R$ 5 (ônibus) e R$ 25 (carro de aplicativo). A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) estimou que cada folião gastará por volta de R$ 632 durante as festividades deste ano em Recife.

Já no Carnaval no Rio de Janeiro, em 2024, os ingressos para assistir aos desfiles das escolas de samba variavam de R$ 190 para as arquibancadas mais simples até R$ 5.000 por um ingresso para o desfile de campeãs. O Passaporte Rio Carnaval, que oferece acesso aos três dias, estava por R$ 450. Já os camarotes começam com valor diário a partir de R$ 1.035,50, com pacotes completos chegando a até R$ 14.000. Os blocos gratuitos representam uma alternativa econômica, com 482 desfiles programados. O transporte público custa, em média, R$ 9, sendo a opção mais prática durante as festividades e mais econômico para turistas que gastam com passagens aéreas e hospedagem.

Em São Paulo, o Carnaval marcado por desfiles no Sambódromo do Anhembi contou com ingressos a partir de R$ 45. Os preços variam de acordo com o setor, com valores que vão de R$ 90 (arquibancada) até R$ 2.160 (mesa de pista para 4 pessoas). Os desfiles das campeãs conta com valor inicial de R$ 70. Já os camarotes Lounge e Esquenta oferecem open bar, com preços entre R$ 245 e R$ 650. Além disso, a cidade conta com programação gratuita, incluindo blocos de rua e outras atrações culturais.

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