Economia & Mercado
Publicado em 11/03/2025, às 09h26 Publicado por Vagner Ferreira
A pesquisadora brasileira Beatriz Marchese, de São Paulo, está realizando um estudo sobre como os plantios podem se desenvolver a partir de rejeitos de mineração. De acordo com informações do portal Globo Rural, a pesquisa, chamada de Tecnossolos, surgiu a partir de análises de solos em situações como o desastre ambiental em Mariana (MG) e locais com descarte de materiais de construção civil.
Ainda quando cursava Agronomia, Marchese se identificou com a área de gênese e morfologia do solo, seguindo para a iniciação científica, o mestrado e o doutorado, com o objetivo de estudar as diversas formas de atuação do solo. “O solo é o coração da Agronomia. Sem um solo saudável, a planta não cresce”, ressaltou, segundo a reportagem.
Um de seus estudos foca na mistura de resíduos em diferentes proporções, que pode resultar em diversas formas de solo. “Vimos que a pedogênese, o processo de formação desses solos artificiais, é muito mais rápida do que a do solo natural, justamente porque esses resíduos acumulam nutrientes para as plantas, além de carbono”, contou ao Globo Rural.
Ela testou plantas gramíneas e concluiu que as folhas não eram tóxicas, absorviam carbono e poderiam ser consumidas pelos animais. Marchese descobriu que esse processo pode se tornar um grande cativeiro de carbono. A pesquisa continuará nos Estados Unidos, para onde Beatriz irá no segundo semestre para dar sequência ao doutorado.
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