Economia & Mercado
Publicado em 06/02/2025, às 11h36 - Atualizado às 12h29 Publicado por Vagner Ferreira
O setor mineral do Brasil registrou crescimento de 9,1% em seu faturamento de 2024, quando comparado ao ano anterior, contabilizando R$ 270,8 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).
De acordo com a Agência Brasil, o diretor-presidente da entidade, Raul Jungmann, associou a alta à supervalorização do dólar e ao crescimento de 8,6% do ganho do minério de ferro, que é a principal commodity do setor e compôs 59,4% de todo o faturamento, além de 68,7% de todas as exportações.
"Nós tivemos um aumento em termos de produção do minério ferro e, por conta disso, tivemos também um aumento em termos de faturamento", disse, conforme reportagem.
O faturamento do cobre (25,2%) e do ouro (13,3%) também registraram alta, refletindo crescimento nos preços do mercado internacional. O destaque na mineração ficou para Minas Gerais e Pará, correspondendo a 76% do faturamento. São Paulo ficou na terceira colocação, impulsionado pela construção civil.
A balança comercial contabilizou um superávit de R$ 34,95 bilhões, ocupando 47% da balança comercial do país. O índice de exportações teve elevação de 0,9%, ficando em R$ 43,43 bilhões em 2024, já o de importações teve redução de 23,1%, com valor em R$ 8,48 bilhões.
Jungmann acredita que a gestão de Trump não vai influenciar muito no cenário brasileiro. "Hoje, 80% das nossas exportações são dirigidas para a Ásia e particularmente para a China. Então, isso já reduz de certa forma o impacto, caso o governo dos Estados Unidos tome esta direção. Além disso, mesmo que venha um tarifaço, precisamos entender se alcançará o Brasil e se será geral ou se será seletivo, afetando apenas sobre alguns produtos", disse o diretor-presidente do Ibram.
"Nós estávamos fazendo parcerias e já conversando de forma avançada com os Estados Unidos, tendo em vista a questão climática. Agora, pelos primeiros sinais da administração Trump, estamos percebendo que muda a direção, mas o interesse em minerais críticos continua, porém com foco na defesa e na inovação tecnológica, onde eles também são essenciais", continuou, ressaltando que os minerais estratégicos são responsáveis por baterias, carros elétricos e placas fotovoltaicas.
Uma das observações feita pelo Ibram foi acerca do Imposto Seletivo, previsto na Reforma Tributária e que foi aprovado pelo Congresso Nacional sobre bens minerais. Jungmann define a tributação como inconstitucional.
"Nós vamos lutar com todas as nossas forças para suprimir isso. Foi uma luta enorme no ano passado e nós conseguimos que o texto final retirasse a incidência sobre a exportação. O imposto sobre exportação é um erro em termos empresariais, é um erro em termos políticos, é um erro em termos de Brasil e é um erro em termos constitucionais. Nos causou muita surpresa o aval da área jurídica do Ministério da Fazenda para esse veto. Vamos lutar para que a gente consiga os votos necessários para derrubá-lo. A gente espera que isso seja possível. Mas se necessário for, nós vamos judicializar essa questão, tenha certeza disso", ressaltou Jungmann, segundo reportagem.
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