Economia & Mercado
Publicado em 21/05/2025, às 12h59 - Atualizado às 13h37 Publicado por Vagner Ferreira
A reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com líderes europeus sinaliza uma nova ofensiva contra a Rússia. No entanto, países como o Brasil, que importam petróleo de Vladimir Putin, podem ser duramente afetados. As bombas de combustíveis brasileiras, por exemplo, podem sentir os impactos em um futuro próximo.
Segundo informações do jornal O Globo, a Rússia foi o principal país de origem do diesel importado pelo Brasil, respondendo por 25% da oferta nacional e da demanda pelo combustível. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) destacou que 63,6% do diesel comprado no exterior vem dos russos.
"Quanto mais tempo a Rússia continuar em guerra, mais dura será a nossa resposta", afirmou a chanceler da União Europeia, Kaja Kallas, conforme reportagem do Globo. Ainda de acordo com o jornal, um novo lote de navios russos pode ser atingido pelas sanções, e o teto do preço do produto deve cair de US$ 60 para US$ 50.
Atualmente, cerca de 350 petroleiros controlam 85% do petróleo russo, que se tornou uma commodity amplamente ofertada. O trajeto entre a Rússia e o Brasil leva aproximadamente 24 dias.
“Apesar das rotas mais longas — em comparação às que partem do Golfo do México —, e da passagem por áreas críticas, incluindo costas de diversos países membros da Otan, os derivados de petróleo russos vêm se consolidando no mercado brasileiro”, afirmou a Abicom. A Petrobras, no entanto, ainda dá preferência à aquisição de combustível dos Estados Unidos, Índia e países árabes.
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