Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 05/12/2025, às 10h19 - Atualizado às 10h37
Os brasileiros estão invadindo as farmácias paraguaias atrás de canetas emagrecedoras. Eles atravessam a fronteira para adquirir tirzepatida por cerca de R$ 600 no Paraguai, valor bem abaixo dos R$ 3500 cobrados no Brasil, aproximadamente.
A venda sem receita, apesar da proibição, acontece de forma livre e abastece um mercado paralelo de canetas e ampolas que se espalham pelas redes sociais. São realizadas entregas por motoboy e aplicações improvisadas. A Receita Federal já apreendeu cerca de 130 canetas ilegais no Aeroporto de Foz do Iguaçu, o que reforça a dimensão do comércio irregular.
A polícia desvendou uma perfumaria em São Vicente, no litoral paulista, que era utilizada como ponto de aplicação e distribuição clandestina. Mais de 50 ampolas, seringas usadas e embalagens sem procedência foram apreendidas.
De acordo com as investigações, a responsável viajava ao Paraguai para comprar os produtos e revendê-los por delivery e pelos Correios. Os efeitos dessa cadeia informal surgem nos hospitais, como no caso de uma influenciadora que passou 24 horas em CTI após injeção de origem desconhecida.
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Os médicos alertam que produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem ter substâncias adulteradas ou degradadas, que aumentam o risco de infecções, reações graves, vômitos e desidratação.
Mesmo diante das apreensões e dos alertas, vídeos de filas em farmácias paraguaias e relatos de resultados rápidos continuam a alavancar esse mercado que transforma um medicamento de uso controlado em aposta de alto risco.
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