Economia & Mercado

Carlos Henrique Passos projeta 2026 e alerta: "O Brasil precisa caber no bolso do brasileiro"

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Presidente da FIEB defendeu o equilíbrio fiscal como motor para o crescimento industrial  |   Bnews - Divulgação BNews

Publicado em 17/12/2025, às 19h36   Cibele Gentil



O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, manifestou forte preocupação com a projeção de desaceleração do PIB para 2026, sinalizando que o ritmo lento da economia reduz drasticamente as oportunidades para o setor produtivo. Para o dirigente, o país precisa romper com o ciclo de "voos de galinha", com crescimentos breves e insustentáveis, em favor de um modelo de desenvolvimento duradouro.

As declarações foram feitas durante um encontro com a imprensa realizado nesta quarta-feira (17), na sede da FIEB, em Salvador. Na ocasião, a federação apresentou as projeções econômicas e as tendências para a indústria baiana em 2026, reunindo jornalistas e especialistas para debater os principais desafios do ambiente de negócios e o impacto do custo de vida no cenário industrial e social do estado. Passos enfatizou que o caminho obrigatório para mitigar esses impactos passa pela redução das taxas de juros, que hoje atuam como um inibidor de novos investimentos, e defendeu que o Estado busque eficiência para que o "Brasil caiba no bolso do brasileiro".

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Equilíbrio Fiscal e o "Bolso do Brasileiro"

Um dos pontos centrais da fala de Carlos Henrique Passos foi a necessidade de o governo se adequar à realidade financeira da sociedade. "O conceito de fazer o governo ficar do tamanho do bolso do brasileiro é fazer com que entendamos que os governos executam recursos que vêm da sociedade".

Segundo o presidente da FIEB, a busca pela eficiência estatal é o pilar fundamental para que o governo entregue serviços de qualidade com custos reduzidos, evitando assim a pressão por novas dívidas que desequilibram as contas públicas. Carlos Henrique Passos argumenta que as taxas de juros elevadas, ao afetarem tanto o Estado quanto o consumidor, acabam por gerar uma concentração de riqueza nociva e impedem o crescimento sustentado do setor produtivo. Nesse sentido, ele reforça que o corte de gastos governamentais é a única via para que a taxa de juros caia de forma estrutural, permitindo que o país saia da inércia e atraia novos investimentos.

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