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CBPM celebra estreia de mineradora canadense na bolsa brasileira e avanço de projeto bilionário na Bahia

Divulgação/B3
A abertura de capital da mineradora canadense Homerun na B3 representa um marco para a indústria mineral e energética do Brasil  |   Bnews - Divulgação Divulgação/B3
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 22/05/2026, às 15h13 - Atualizado às 20h49



A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral celebrou, nesta sexta-feira (22), a abertura de capital da mineradora canadense Homerun Resources Inc. na B3, em São Paulo. O movimento marca mais uma etapa do Projeto Brasil Transparente, iniciativa que prevê a instalação da primeira fábrica de vidro solar do mundo fora da China, no município de Belmonte, no sul da Bahia.

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O projeto é desenvolvido em parceria entre a estatal baiana e a empresa canadense e utiliza a sílica de alta pureza encontrada em áreas da CBPM no distrito de Santa Maria Eterna. A matéria-prima é considerada estratégica para a produção de vidro solar de alta performance, utilizado em painéis fotovoltaicos voltados à indústria de energia limpa.

A cerimônia de estreia da Homerun na bolsa de valores brasileira ocorreu na sede da B3 e reuniu representantes do setor mineral, investidores e autoridades públicas. Participaram do evento o presidente da CBPM, Henrique Carballal; o vice-presidente da estatal, Carlos Borel; o prefeito de Belmonte, Iêdo Elias; além do CEO da Homerun, Brian Leeners.

Com investimento estimado em R$1,8 bilhão, o Projeto Brasil Transparente é tratado pelo Governo da Bahia como uma das principais apostas para inserir o estado na cadeia global da transição energética. A expectativa é que a unidade industrial fortaleça a produção nacional de componentes voltados à energia fotovoltaica e impulsione a industrialização sustentável no estado.

O próximo passo do empreendimento será o lançamento da pedra fundamental da fábrica, previsto para o dia 16 de junho, em Belmonte.

Durante o evento, Henrique Carballal destacou que o projeto representa um modelo de mineração associado à responsabilidade ambiental e ao desenvolvimento econômico regional. “Essa é a mineração que nós acreditamos. Uma mineração comprometida com o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, responsabilidade social e preservação ambiental”, afirmou o presidente da CBPM.

Segundo ele, a iniciativa também integra a política estadual de atração de investimentos e geração de empregos. A previsão é de cerca de 500 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos durante a implantação e operação da fábrica.

O prefeito de Belmonte, Iêdo Elias, afirmou que o empreendimento deve provocar impactos significativos na economia local e na qualidade de vida da população. “Belmonte crescerá. Só tenho a agradecer o apoio do Governo do Estado, por meio da CBPM, na viabilização desse projeto que representa um marco significativo para o nosso município”, declarou.

Além da geração de emprego e renda, o projeto prevê ações permanentes de desenvolvimento social na região. De acordo com a CBPM, será criado um Fundo de Desenvolvimento Social vinculado ao empreendimento, com previsão de investimentos anuais de cerca de R$ 3 milhões.

“Estamos falando de mais oportunidades, fortalecimento das comunidades locais, melhoria concreta da qualidade de vida da população e a construção de um legado permanente para a região”, completou Carballal.

Para o CEO da Homerun, Brian Leeners, a entrada da empresa na bolsa brasileira representa a consolidação de um projeto construído nos últimos anos com foco no potencial mineral e energético do Brasil. “Ser listados na bolsa de valores brasileira como uma empresa brasileira de capital aberto representa os ativos que estamos desenvolvendo no Brasil”, afirmou.

Classificação Indicativa: Livre

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