Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 15/12/2025, às 12h55
Com a melhora nos índices de emprego e um recuo de 14% na cotação do dólar, a ceia de Natal deve chegar mais barata e mais sofisticada à mesa dos brasileiros. Vale ressaltar que, de acordo com o jornal O Globo, o desempenho entra em contraste com o ano anterior, quando o país enfrentava a disparada da moeda norte-americana e problemas climáticos, o que tornou a comida mais cara.
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estima que o consumo das famílias nas festas de fim de ano cresça 15%, possivelmente o maior aumento desde o início da série histórica, em 2015. O avanço é atribuído ao nível recorde de emprego formal, que eleva a renda com um décimo terceiro maior, e à alta moderada de 3,5% nos preços dos itens da ceia, a menor desde 2017.
“A queda do dólar ao longo do semestre trouxe previsibilidade para as negociações. O que sentimos é que eles (os supermercados) anteciparam a compra dos produtos típicos da ceia de Natal, incluindo vinho e azeite. O governo retirou a taxa de importação, e isso fez o preço do azeite cair em média 18%”, o vice-presidente da entidade, Márcio Milan.
Com isso, a indústria apostou em novidades para a temporada, lançando kits de carnes bovinas e de aves, além de ampliar a variedade de panetones, com opções que vão de 80 gramas, para presentes, até versões maiores de 750 gramas, acompanhando a mudança no tamanho das famílias.
A BRF, responsável pelas marcas Sadia e Perdigão, renovou parte do portfólio, lançando produtos premium e opções práticas, como chester recheado, empanados para air fryer e novos cortes para churrasco, além de sobremesas com panetone. A empresa afirma estar otimista com a data.
A Bauducco investe em produtos premium, versões menores e novos sabores, como chocottone de pistache, parcerias e embalagens para presente, mantendo opções que vão de preços baixos a linhas mais sofisticadas. Apesar da alta em alguns custos, o impacto foi reduzido com planejamento e renegociação com fornecedores.
No varejo, cresce a venda de cestas natalinas corporativas, com preços variados, e supermercados relatam aumento significativo nas encomendas de panetones e produtos importados. Com o mercado de trabalho aquecido e o dólar mais baixo, redes ampliam o mix e projetam uma ceia mais farta e sofisticada neste fim de ano.
Os produtos tradicionais da ceia de Natal tiveram reajuste médio de 3,5% neste ano, a menor alta já registrada pela Abras. A entidade também projeta um crescimento de 15% no consumo das famílias durante as festas, o maior avanço desde o início da série histórica, em 2015.
Para atender à demanda, a BRF renovou entre 10% e 15% de seu portfólio, com novidades como chester recheado com farofa e empanados para preparo na air fryer. Já o bacalhau, item clássico da ceia, teve aumento médio de preço entre 7% e 10%, alta que foi contida pela queda de 14% do dólar ao longo do ano.
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