Economia & Mercado
Após 3.358 cotações de preços realizadas em 92 estabelecimentos comerciais de Salvador, a Cesta Básica de Salvador, calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), registrou alta de 5,21% nos preços, o maior aumento desde o início da séria histórica há três anos. A cesta passou a custar R$ 609,60, um aumento de R$ 30,21 em relação a fevereiro.
Dos 25 produtos da Cesta Básica, 14 registraram alta nos preços: batata inglesa (79,15%), tomate (52,85%), cenoura (45,78%), cebola (30,38%), feijão (9,75%), ovos de galinha (7,79%), leite (6,13%), banana prata (5,23%), arroz (3,71%), linguiça calabresa (3,56%), carne de segunda (2,79%), carne de sertão (1,92%), manteiga (1,47%) e a carne de primeira (0,94%). Enquanto 11 produtos apresentaram redução: maçã (-12,09%), açúcar cristal (-6,74%), café moído (-5,04%), queijo muçarela (-3,70%), óleo de soja (-3,68%), macarrão (-3,02%), pão francês (-3,01%), queijo prato (-2,29%), farinha de mandioca (-1,12%), frango (-0,59%) e o flocão de milho (-0,56%).
De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, a instabilidade climática, as sazonalidades, os períodos de entressafra e a redução da oferta de alguns produtos foram os motivos que justificaram o aumento marcante de 5,21% no custo da Cesta Básica de Salvador no mês de março de 2026.
"Este cenário de alta foi impulsionado, principalmente, pela ação do clima nas regiões produtoras de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde a persistência das chuvas prejudicou a qualidade dos tubérculos e restringiu a oferta nacional", pontuou.
O economista destaca ainda as fortes altas nos preços do tomate (52,85%), da cenoura (45,78%) e da cebola (30,38%). "O preço do tomate subiu por causa do fim da colheita da safra de verão. Já em relação à cenoura, a alta se deveu à queda da oferta do produto por causa das chuvas intensas nos centros produtores, principalmente, o estado de Minas Gerais. Por fim, a cebola aumentou devido à menor oferta proveniente de Santa Catarina, principal produtor nacional, e ao encerramento das safras no Paraná e Rio Grande do Sul", explicou.
Em março de 2026, dos 25 produtos que compõem a Cesta Básica de Salvador, o subconjunto dos ingredientes relativos ao almoço soteropolitano – composto por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola – apresentou alta de 10,42% e foi responsável por 36,67% do valor da cesta. Por sua vez, o subgrupo de gêneros alimentícios próprios da refeição matinal – formado por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho – caiu 1,32% e foi responsável por 32,97% do valor da cesta no mês de março de 2026.
O tempo de trabalho despendido por um trabalhador soteropolitano para obter uma cesta básica foi de 89 horas 26 minutos, o que equivale ao comprometimento de 40,66% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43.
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