Economia & Mercado

Cesta básica de Salvador registra aumento em julho; veja o que ficou mais caro

Thuane Maria/GOVBA
Aumento em julho foi analisado por economista  |   Bnews - Divulgação Thuane Maria/GOVBA
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 01/08/2025, às 16h57 - Atualizado às 16h58



A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 600,80 no mês de julho de 2025, representando um aumento de 0,35% com relação a junho. Dos 25 produtos da cesta, 11 apresentaram aumentos nos preços.

Confira o levantamento abaixo:

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  • Tomate - Teve um aumento de 23,27%;
  • Banana-prata - Teve um aumento de 4,86%;
  • Maçã - Teve um aumento de 2,37%;
  • Manteiga - Teve um aumento de 2,36%;
  • Flocão de milho - Teve um aumento de 1,56%;
  • Macarrão - Teve um aumento de 1,31%;
  • Café moído - Teve um aumento de 0,97%;
  • Farinha de mandioca - Teve um aumento de 0,97%;
  • Leite - Teve um aumento de 0,56%;
  • Linguiça calabresa - Teve um aumento de 0,51%;
  • Frango - Teve um aumento de 0,44%.

Enquanto isso, 14 alimentos registraram redução: 

  • Cebola - Teve redução de -19,66%;
  • Batata inglesa - Teve redução de -12,65%;
  • Queijo muçarela - Teve redução de -9,69%;
  • Cenoura - Teve redução de -8,11%;
  • Arroz - Teve redução de -6,46%;
  • Carne de sertão - Teve redução de -3,57%;
  • Feijão - Teve redução de -2,28%;
  • Queijo prato - Teve redução de -1,70%;
  • Açúcar cristal - Teve redução de -1,62%;
  • Carne de segunda - Teve redução de -0,94%;
  • Óleo de soja - Teve redução de -0,73%;
  • Carne de primeira - Teve redução de -0,39%;
  • Ovos de galinha - Teve redução de -0,31%;
  • Pão francês - Teve redução de -0,13%.

De acordo com Denilson Lima, analista da Pesquisa de Preços ao Consumidor da SEI, “problemas na produção causados por pragas e diminuição da oferta por causa do fim da colheita de alguns produtos cooperaram para o aumento do custo da Cesta Básica de Salvador no mês de julho”. 

O economista aponta que o preço do tomate subiu 23,27% por conta de três fatores: o fim da safra de inverno; a queda das temperaturas nos centros produtores, que fez com que a maturação do fruto ficasse mais lenta; e o surgimento de pragas que reduziram a produtividade dos tomateiros nas lavouras de São Paulo, estado que ocupa a segunda posição na produção nacional, atrás apenas do estado de Goiás. 

Denilson afirma que “este conjunto de adversidades levou à redução da oferta do tomate e ajudou a pressionar os preços, sendo que os maiores aumentos foram verificados principalmente no Nordeste, região que tem na Bahia a maior produtora, com 343,2 mil toneladas por ano aproximadamente”, afirma.

Os ingredientes que compõem a mesa dos soteropolitanos como feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola apresentou crescimento de 0,90% e foi responsável por 34,48% do valor da Cesta Básica de Salvador. 

Já o café da manhã registrou reduções em alimentos como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho com declínio de 0,43% e sendo responsável por 35,10% do valor da cesta no mês de julho de 2025.

Os dados são calculados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em 3.587 cotações de preços realizadas em 97 estabelecimentos comerciais (supermercados, açougues, padarias e feiras livres) de Salvador.

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