Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 27/11/2025, às 08h07 - Atualizado às 09h35
Um grande avanço científico! Um chip desenvolvido ao longo de duas décadas e que deve chegar ao mercado em 2026, de acordo com a empresa Science Corporation, parceira da pesquisa e responsável pela produção comercial do dispositivo, obteve resultados significativos ao devolver parcialmente a visão em pacientes com uma forma avançada de degeneração macular relacionada à idade, uma das principais causas de cegueira irreversível entre pessoas idosas.
O resultado de um ensaio clínico internacional, liderado pela Stanford Medicine e publicado em 20 de outubro no New England Journal of Medicine, mostrou que 27 dos 32 participantes conseguiram recuperar a capacidade de ler após um ano de uso do dispositivo.
Como funciona o chip
Batizado de PRIMA, o chip foi criado com objetivo de restaurar parte da visão central perdida por pacientes com atrofia geográfica, o estágio avançado da degeneração macular.
Em pessoas com essa condição, as células que captam a luz e a transformam em sinais elétricos enviados ao cérebro, chamados fotorreceptores, degradam-se com o tempo.
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Nesse momento, surge o pequeno chip, medindo apenas 2 milímetros, que assume o papel dessas células e é capaz de converter os sinais luminosos em estímulos elétricos que são processados de forma natural pelo cérebro, capaz de recriar a percepção de formas e padrões.
O sistema é composto por uma microcâmera acoplada a um par de óculos especiais, responsável por capturar imagens em tempo real e um chip fotovoltaico, implantado sob a retina, que recebe essas imagens por luz infravermelha e as transforma em impulsos elétricos.
A luz infravermelha projetada pelos óculos chega ao chip, que contém centenas de microeletrodos. Cada eletrodo estimula uma pequena área da retina, recriando o padrão visual que o cérebro interpreta como imagem. Como o chip é fotovoltaico, ele não precisa de fios nem baterias externas, tornando o procedimento menos invasivo do que outras próteses oculares.
Segundo os testes clínicos conduzidos em cinco países europeus, pacientes começaram a recuperar a capacidade de distinguir formas e letras após algumas semanas de treinamento. Depois de um ano, a maioria conseguia ler textos e identificar sinais com ampliação digital e maior contraste.
Embora haja avanços, alguns participantes tiveram efeitos colaterais leves, como aumento temporário da pressão ocular e pequenas hemorragias sob a retina.
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