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Companhia aérea pede recuperação judicial para pagar dívida de R$ 35 bilhões

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A companhia aérea conta com o apoio financeiro da United e American Airlines, que podem investir até US$ 250 milhões durante o processo.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 28/05/2025, às 06h32 - Atualizado às 06h37



A companhia aérea Azul entrou com pedido de recuperação judicial, na madrugada desta quarta-feira (28), nos Estados Unidos, sob o mecanismo do Chapter 11, previsto na legislação americana. A empresa busca reestruturar uma dívida de R$ 35 bilhões sob a proteção da Justiça norte-americana.

Apesar de o fato ainda não constar em comunicado oficial ao mercado, a informação foi confirmada pelo presidente da Azul, John Rodgerson, em entrevista publicada pela Folha de S. Paulo às 23h59 desta terça-feira (27).

Ao jornal, Rodgerson afirmou esperar que o processo dure entre seis meses e um ano. Para comparação, o processo da Gol, iniciado em janeiro de 2023, deve durar cerca de 1 ano e 5 meses. Já o da Latam, iniciado durante a pandemia, em julho de 2020, levou 2 anos e 4 meses.

A Azul aposta em uma recuperação mais rápida por já ter assegurado o compromisso de aporte de capital das companhias aéreas americanas United Airlines e American Airlines, que devem investir US$ 100 milhões e US$ 150 milhões, respectivamente, ao fim do processo. Ambas devem ganhar assentos no conselho da Azul, mas a participação final de cada uma dependerá de aportes adicionais e conversões de dívidas.

A United é sócia da holding Abra, que controla a Gol. Já a American tem participação na Gol, mas não aportou recursos na reestruturação da companhia rival. A entrada da Azul no Chapter 11 ocorre poucos dias antes da saída oficial da Gol do mesmo processo, prevista para 6 de junho, e encerra de vez as conversas de fusão entre as duas empresas.

Segundo o Uol, a Azul resistiu até o último momento antes de optar pelo processo judicial. A estratégia inicial era levantar R$ 2 bilhões no mercado com garantias do governo, por meio do Fundo Garantidor de Exportações (FGE). A modelagem chegou a ser anunciada em 8 de maio, mas dependia da aprovação do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, o que não ocorreu.

Caso os aportes da United e da American se concretizem e resultem em participação relevante, a Azul pode, ao final da reestruturação, se tornar uma empresa de capital majoritariamente americano.

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