Economia & Mercado

Conexões políticas era a arma mais poderosa para venda do banco Master; entenda

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Banco Master foi proibido, pelo Banco Central (BC), de ser vendido pelo Banco de Brasília (BRB)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Internet
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 04/09/2025, às 10h48 - Atualizado às 13h48



O Banco Master foi proibido, pelo Banco Central (BC), de ser vendido pelo Banco de Brasília (BRB). O CEO do primeiro, Daniel Vorcaro, não se preocupava com os balanços comerciais da instituição, pois sabia que os resultados poderiam apresentar problemas, se baseando, assim, em suas conexões políticas, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. 

Ainda segundo o colunista, enquanto a transação estava para ser feita, Vorcaro ostentava, nos últimos meses, em suas redes sociais, momentos de curtição e itens de altos valores no exterior, o que não seria esperado por parte dos banqueiros, em momentos como estes. 

O Master, ainda, tentou renovar sua linha de crédito de, aproximadamente, R$ 10 bilhões em cobertura a vencimentos de CDBs com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A medida também não foi efetiva. 

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes, que estava à frente da negociação do Master, enfrentava pressões nas últimas semanas, chegando, até mesmo, a sofrer ameaças. Os políticos que estavam em processo de aprovação da operação eram, em sua maioria, do Centrão. 

Para o colunista, muita coisa se resolve em Brasília, mas quando os problemas ficam grandes, às vezes,  nem eles conseguem solucionar.

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