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Confira dicas para economizar na conta de energia e proteger a casa ou empresa no inverno

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Especialista ensina a realizar check up da conta de energia e dá dicas de segurança e economia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 28/05/2025, às 09h03 - Atualizado às 09h11



A estação mais fria do ano está chegando e, com ela, as baixas temperaturas e a demanda por equipamentos como chuveiro elétrico e aquecedores. Junto a elas, vem a preocupação com as novas tarifas, uma vez que a bandeira tarifária de maio já é amarela, o que equivale a um acréscimo de 3% para os consumidores industriais e 1,9% para os residenciais. Mas os acidentes não podem acontecer somente no bolso. Com equipamentos inadequados e sem revisão, pode acontecer um acidente fatal.

Para cuidar da segurança da casa e do seu bolso, convidamos o especialista em equipamentos de proteção e segurança, Lucas Vieira, gerente da Andra Materiais Elétricos, para dicas valiosas neste momento de preparação para a chegada do inverno.

Como garantir a segurança do seu chuveiro

O chuveiro elétrico pode ser o vilão no quesito consumo e segurança de uma residência. Seu consumo pode representar de 60 a 65% do total de uma casa e, para que esse impacto seja amenizado, vale conferir:

O modelo do chuveiro elétrico - se ele tem um perfil com uma quantidade de consumo de watts adequada para as instalações com selo do Inmetro. “Gastar um pouquinho a mais no equipamento pode representar uma economia na bandeira. No inverno o consumo aumenta naturalmente e a isso se junta a tarifa da bandeira”;

Cabos que suportam a potência desse aparelho. “Um exemplo é que um chuveiro de 7500W pode gerar mais resistência e consumir muito mais do que esse valor caso esteja sem o fio correto. O cabo esquenta e você vai correr o risco de gastar energia não para se aquecer, mas correndo o risco de derreter a fiação”, explica Vieira;

Checar o disjuntor apropriado. “Junto ao profissional de confiança, ele pode conferir o modelo mais adequado”;

Proteger o dispositivo com IDR (Interruptor Diferencial Residual), responsável por evitar choques no chuveiro). “Temos uma ilusão de que o disjuntor nos protege, mas na verdade ele protege o cabo de não pegar fogo. Ele dá o aterramento para que desarme e não gere choques e descargas nas pessoas”. 

Vale lembrar que, além de representar riscos para a integridade e vida, acidentes podem representar novos custos para o consumidor.

Check up da conta de energia

Para a economia na conta, Vieira recomenda que sejam evitados os horários em que a energia custa mais: “banhos das 18h às 2h saem mais caro, tome sua ducha fora deles. Um timer também pode ajudar a quem precisa treinar o autocontrole, já sendo possível contar com o auxílio de sistemas e dispositivos, como a Alexa e outros assistentes virtuais, já que ainda não estão popularizados no Brasil os chuveiros inteligentes”, acrescenta. 

Para se ter uma ideia de como os custos e demandas no setor elétrico têm crescido, a tarifa de energia elétrica no Brasil subiu em média 74% nos últimos cinco anos, segundo dados da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Para 2024, os dados indicam um crescimento de 3,9%, ultrapassando a marca de 70 mil MW médios, sendo a geração de energia elétrica de 66.024 MW médios provenientes de fontes renováveis.

AQUECEDORES

Outros eletrodomésticos que disparam o consumo de energia – e podem até causar acidentes – são os aquecedores elétricos, aqueles aparelhos que ligamos para deixar o ambiente mais quentinho naqueles períodos gelados. Eles consomem bastante eletricidade, geralmente entre 1.800 e 2.000 watts, o que é um valor bem alto.

Para ter uma ideia do gasto na sua conta de luz, é só fazer uma conta simples: multiplique o preço que sua distribuidora de energia cobra por cada quilowatt-hora (kWh) pela quantidade de horas que o aquecedor fica ligado na potência máxima.

Por exemplo, aqui na cidade de São Paulo, hoje, um kWh na bandeira vermelha (quando a energia está mais cara) custa cerca de R$ 0,07877. Isso significa que, a cada 100 kWh que você usa do aquecedor, sua conta aumenta em aproximadamente R$ 7,88. É um valor que pode pesar bastante no orçamento, especialmente se o uso for prolongado.

“Embora o consumo não chegue ao do chuveiro, é muito importante usar com estratégia, tentando ligar apenas tempo suficiente para aclimatar o ambiente e aproveitar as tomadas inteligentes para programar o desligamento durante a madrugada”, sugere Vieira. 

Quanto à segurança, checar instalações também é fundamental. “É importante trocar cabos e tomadas para adequar às necessidades do equipamento. Usar pinos adaptadores de voltagem 110 v  para 220 v para isso pode ser fatal”, alerta o gerente da Andra.

Outros equipamentos

Embora representem uma fatia menor da conta, lâmpadas e eletrodomésticos podem ter na sua adaptação importantes resultados para o montante do gasto de energia, segundo o especialista.

Lâmpadas LEDs: Substitua as incandescentes por LEDs, que duram mais e consomem até 70% menos energia.

Sensores de presença: Instale sensores nas luzes para evitar desperdícios. Espaços mais amplos e abertos  também podem se favorecer pelo uso de fotocélula, mesma tecnologia dos postes de luz, que detecta quando a luz do sol está presente ou não

Eletrodomésticos eficientes: Opte por modelos com tecnologia inverter, que economiza até 40% de energia, uma vez que trabalham com pequenas partidas lentas, o que otimiza o consumo. Essa dica vale sobretudo para ar-condicionados e geladeiras.

Desligue os aparelhos. Peça para a Alexa ou seu dispositivo de automação programar o desligamento após períodos em que não haja o uso.

Roupas com água fria:  Lave suas roupas com água fria sempre que possível, economizando energia no aquecedor. Além disso, junte o máximo de roupas dentro do limite da máquina para otimizar o uso do equipamento.

Classificação Indicativa: Livre

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