Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 24/04/2025, às 07h32 - Atualizado às 07h33
O tempo médio de atenção do usuário nas redes sociais é de menos de 3 segundos, segundo estudo recente da plataforma Prezi, especialista em apresentações interativas. Em um ambiente onde milhares de marcas disputam o olhar do consumidor a cada deslize de dedo, conquistar e manter a atenção virou a nova moeda de valor da publicidade digital. É esse fenômeno que especialistas e empresários do setor vêm chamando de “economia da atenção” — um conceito que, mais do que tendência, passou a ser o principal campo de batalha das campanhas on-line.
A lógica é simples: quem consegue capturar o foco do usuário primeiro, tem mais chances de converter, engajar e fidelizar. Para o empresário Thiago Finch, fundador da Holding Bilhon e um dos principais nomes do marketing digital no Brasil, esse é o novo ponto de virada para os negócios digitais. “Você pode ter o melhor produto do mundo, mas se ninguém te notar, ele não sai do lugar. No fim, é a atenção que abre caminho para qualquer venda”, resume.
Com a crescente saturação de anúncios, stories, vídeos curtos, podcasts e campanhas simultâneas, a criatividade passou a ser mais importante que o orçamento. Estratégias que combinam inovação visual, interatividade e narrativas envolventes têm mostrado resultados mais expressivos do que abordagens tradicionais. “Não adianta mais gritar em meio ao barulho. Você precisa surpreender, emocionar ou causar curiosidade nos primeiros segundos. Senão, seu público desliza para o próximo conteúdo”, analisa Finch.
Criatividade e tecnologia como aliadas para não ser ignorado
Entre as novas práticas adotadas no setor, estão ações que utilizam tecnologia de realidade aumentada, ativações imersivas, gamificação e formatos publicitários ultra segmentados. O objetivo não é mais apenas impactar o consumidor, mas fazer com que ele permaneça atento e envolvido por tempo suficiente para que a mensagem seja absorvida — e, mais importante, lembrada. “A atenção é o novo clique. É ela que determina se sua marca entra ou não no radar do consumidor”, destaca Finch.
As redes sociais, que já foram terrenos férteis para viralizações espontâneas, hoje exigem uma engenharia muito mais refinada. O excesso de informações e estímulos visuais fez com que o comportamento do usuário mudasse. É preciso entender esse novo modelo de consumo de conteúdo para desenvolver campanhas que conversem com ele de forma natural. “É por isso que plataformas como a que estamos desenvolvendo, com inteligência artificial e automação criativa, são tão relevantes agora. Elas ajudam a produzir materiais de alto impacto com mais velocidade e precisão, respeitando o tempo — e a lógica — da atenção digital”, pontua o especialista.
A publicidade online vai continuar mudando — mas a disputa pela atenção já é o fator que separa marcas que permanecem das que simplesmente passam. “O marketing mudou. Quem não mudar com ele, desaparece. A atenção das pessoas é limitada, mas as oportunidades para capturá-la são infinitas — desde que você saiba onde mirar”, conclui.
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