Economia & Mercado

Consumo de arroz e feijão diminui em lares brasileiros; confira pesquisa

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Apesar de mais baratos, arroz e feijão perdem espaço no prato, conforme aponta pesquisa  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 30/07/2025, às 09h53



O preço do tradicional arroz e feijão ficou mais barato no bolso do consumidor brasileiro. No entanto, esta combinação vem perdendo espaço nas refeições em análise feita no primeiro semestre de 2025, conforme levantamento feito pela Scanntech.

De acordo com informações do portal CNN Brasil, o consumo do arroz teve recuo de 4,7% e o de feijão caiu em 4,2%. Por outro lado, o do leite UHT ficou 8,5% mais caro.

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A compra de leite foi ainda maior, visto que o produto teve um aumento ainda mais expressivo, com mais 8,5% no preço final. Em contrapartida, ainda em relação ao valor, o arroz teve baixa de 14,2%, enquanto o do feijão ficou 17,5% mais barato. 

Na comparação de 12 meses até junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve recuo de 16,77% nos preços do arroz. O do feijão variou, com 3,44%  o ‘mulatinho’ a 21,37% no ‘preto’. O leite subiu 3,45% com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

No mais, itens como massa alimentícia, massa instantânea, café, óleo e sal também contaram com queda no consumo, conforme apontado pela pesquisa. Dentre as principais justificativas para a redução, estão: mudanças nos hábitos, aumento de dietas, impactos econômicos e até mesmo a constituição dos lares.

"O arroz e o feijão são a definição do povo brasileiro, mas mudanças como a urbanização da população e a redução do tamanho das famílias e a redução na construção das casas mudam também a maneira com que a gente se alimenta. Quando temos uma grande família, faz sentido fazer arroz e feijão para todos, mas quando estamos sozinhos, ou somente 2 pessoas, o arroz e feijão vira um alimento muito trabalhoso para se preparar e estocar", avaliou a diretora de marketing da Scanntech e responsável pelas análises e estudos de mercado, Priscila Ariani, na reportagem.

"Além do tamanho das famílias e lares, a urbanização também muda a nossa disponibilidade de tempo para o cozinhar e, consequentemente, muda como nos alimentamos. Sendo assim estamos frente à uma mudança gradual mas consistente que está transformando a identidade alimentar do povo brasileiro", continuou ela.

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